Fanfiction: Os Cavaleiros do Zodíaco: A Batalha de Hefesto – Capítulo 2

•março 28, 2011 • 1 Comentário

A Batalha de Hefesto

Capítulo 2

Cena 5: Seika

Na manhã seguinte, Seika foi até o quarto de Seiya para ver como ele estava.

- Como está se sentindo, Seiya?

- Um pouco melhor, obrigado. Sabe, Seika, eu nem acredito que você está mesmo aqui. Procurei por você em todos os lugares e, no fim, foi a Marin que te encontrou.

- Marin ficou sabendo que uma moça com a idade e as características físicas que você tinhas descrito tinha perdido a memória e vivia numa vila nos arredores de Atenas. Então ela foi até lá e me encontrou. Eu só comecei a recobrar a memória mais tarde. Mas ainda há muitos espaços vazios na minha memória, muitas coisas de que não consigo me lembrar.

- Não se preocupe, Seika. Tenho certeza de que, com o tempo, sua memória vai acabar voltando.

- Talvez… Sabe, Seiya, a falta de memória nem me incomoda tanto, eu já me acostumei com ela. O problema é que tenho uma sensação estranha de que esqueci de algo muito importante… Mas isso não importa agora, o importante é que você está fora de perigo.

- Eu estou bem agora, mas como está a Saori?

- Eu ainda não falei com ela hoje. Quando falei com a enfermeira ontem à noite, ela me disse que a Sta. Saori estava bem, mas que estava exausta e precisava descansar. Mas, Seiya, será que pode me explicar o que aconteceu ontem? Num momento, você estava em coma e a Sta. Kido estava bem, no outro, você estava fora de perigo e ela estava desacordada.

- Eu também não sei muito bem o que aconteceu. Eu me lembro de estar vagando por um lugar muito escuro que parecia com as ruínas do Mundo dos Mortos. Eu caminhei muito até que comecei a cair. No meio da queda, eu senti o cosmo de Athena me envolvendo e me trazendo de volta. Acho que Saori fez um grande esforço para me trazer de volta à vida e por isso desmaiou.

Seika conversou mais um pouco com o seu irmão. Depois de afofar seu travesseiro e ajeitar suas cobertas, ela se despediu dele e foi visitar Hyoga. O Cavaleiro de Cisne já estava acordado e esperava sua chegada.

- Como estão o Seiya e a Saori?

- Eles estão bem. Mas a recuperação de Seiya foi um verdadeiro milagre. Os médicos disseram que ele não sobreviveria.

Eles até agora não entendem como ele recobrou a conciência.

- Eu senti o cosmo de Athena se expandindo logo antes do Seiya acordar.

- Seiya me disse que sentiu que o cosmo de Athena o salvou das portas da morte.

- Isso explica o desmaio da Saori. O corpo dela ainda não se recuperou totalmente do esforço da última batalha.

Eles conversaram ainda por um bom tempo, então Seika abriu as cortinas e as janelas para deixar o sol entrar e pegou o jarro de flores que estava ao lado da cama do Hyoga.

- Vou trocar a água das flores e já volto.

No caminho, ela passou pelo quarto de Shun e entrou. Ele estava começando a tomar o café da manhã que a enfermeira havia trazido. O Cavaleiro de Andrômeda pediu notícias de Seiya e ficou feliz em saber que ele se recuperava bem.
Seika então foi ao quarto de Ikki e o encontrou vazio. Ela deixou o vaso com as flores sobre a mesa de cabeceira e foi procurar uma enfermeira.

- Está tudo bem com o paciente do quarto 503?

- Vou levar o café da manhã dele agora – respondeu a enfermeira que empurrava um carrinho com as refeições matinais dos pacientes do andar.

- Mas ele não está no quarto. Você sabe se ele foi levado para fazer algum exame, por exemplo, ou se foi transferido de quarto?Mas a enfermeira não tinha informação de que nenhuma dessas coisas tivesse ocorrido. Depois de analisar o prontuário de Ikki e conversar com as outras enfermeiras, ela começou a parecer preocupada e foi procurar o médico de plantão.Vendo a porta do quarto de Shiryu aberta, a irmã de Seiya entrou e encontrou Shunrei a quem contou sobre o sumiço do Cavaleiro de Fênix. Shiryu, que ouvia a conversa enquanto escovava os dentes no banheiro do quarto, disse que ela não devia se preocupar com Ikki.

- O Ikki não fica muito tempo em lugar nenhum. Ele começa a se sentir preso e acaba indo embora. Não se preocupe com ele, provavelmente foi para o vulcão cuidar das feridas.

Como Shiryu e Shunrei não pareciam preocupados com o sumiço de Ikki, Seika decidiu que seria melhor também não não se preocupar e foi visitar Saori, cujo quarto se localizava no final do corredor. Entretanto, ao tentar entrar, foi barrada por um segurança da Fundação Graad, que afirmou que a Sta. Kido tinha dado ordens expressas para não ser incomodada. Seika achou que ela devia estar descansando e não insistiu para não incomodá-la. Poderiam conversar mais tarde, quando ela se sentisse melhor.

Cena 6: Saori

Durante todo aquele dia e nos dois subsequentes, seguranças que se revezavam em turnos, continuavam guardando a porta do quarto de Saori. Seika já não conseguia mais notícias da Sta. Kido através das enfermeiras e dos médicos. Ela não contou a Seiya o que estava acontecendo para não preocupá-lo, pois o estado de saúde dele ainda inspirava cuidados, mas decidiu conversar com Hyoga, que se mostrou preocupado.

- Já faz muito tempo que não sinto a proximidade do cosmo de Athena… Eu vou até lá com você. Precisamos saber como está a Saori. O estado de saúde dela pode ser pior do que nós imaginávamos.

O Cavaleiro de Cisne foi com Seika até a porta do quarto de Athena e exigiu entrar. Quando não foi atendido, segurou o segurança com uma das mãos e quebrou a porta com a outra. Ao entrar, eles descobriram que não havia ninguém lá.
Shiryu, que descansava no quarto ao lado, ouviu o barulho da porta sendo partida e foi até lá. Logo Shun também apareceu. Perplexos, eles interrogaram o segurança que, em pânico, jurou que não sabia de nada e que, durante o tempo em que estivera de guarda, ninguém entrara ou saíra do quarto. Os médicos e enfermeiros também desconheciam o paradeiro da Sta. Kido.

No meio de tanta confusão, Seiya, que dormia sob o efeito de sedativos, acabou despertando e indo até eles. Ele queria sair a procura de de Saori, mas se desequilibrou e só não caiu no chão porque foi amparado por Shun. O remédio que Seiya tinha tomado era forte demais e ele não conseguia se manter de pé. Shun, Shiryu e Hyoga levaram Seiya de volta para o quarto e o deixaram na companhia de Seika e Shunrei. Eles prometeram que procurariam por Saori e que, quando o efeito do remédio passasse, Seiya poderia se unir a eles.

Cena 7: Athena

Os Cavaleiros de Bronze foram até a Mansão Kido, mas Saori não estava lá e Tatsumi entrou em desespero ao saber de seu desaparecimento. O mordomo dos Kido os levou até o Escritório Central da Fundação, mas também lá o paradeiro da Sta. Kido era desconhecido.

Sem informações, Shiryu, Hyoga e Shun decidiram voltar ao hospital. Quando chegaram, encontraram Seiya desperto. O Cavaleiro de Pégaso estava muito inquieto e preocupado. Eles conversaram e chegaram a conclusão de que o melhor a fazer seria ir até o Santuário na Grécia. Eles pediriam à Marin, Shina, Kiki e os Cavaleiros de Bronze menores que os ajudassem a procurar Saori. Ela ainda estava se recuperando de muitos ferimentos, grande perda de sangue e um enorme desgaste físico e emocional causados pela última batalha. Os Cavaleiros tentavam não demonstrar, mas estavam aterrorizados pela ideia de que ela poderia ter sido sequestrada.

Um jatinho da Fundação Graad levou os Cavaleiros de Bronze. Foi só no dia seguinte que eles chegaram à Atenas na Grécia. Eles seguiram a pé até o Santuário. E quando finalmente chegaram, foram totalmente surpreendidos pelo que viram e sentiram. O cosmo de Athena, forte e brilhante, podia ser sentido à distância e o santuário, totalmente destruído na última batalha, estava de pé novamente, como se nada tivesse acontecido.

Foi então que eles encontraram os Cavaleiros de Bronze Menores. Questionados sobre Saori, eles disseram que ela simplesmente apareceu no Santuário, pediu que todos os cavaleiros se mantivessem a uma distância segura das ruínas do templo de Athena pelas próximas horas e que ninguém fosse a sua presença antes de se passarem 6 dias de sua chegada. Ela então se dirigiu ao local onde estavam localizadas as ruínas do que costumava ser o quarto de Athena. Depois de alguns minutos, seu poderoso cosmo cobriu todo o templo e ele começou a se reconstruir, como que por mágica.

Shiryu, após ouvir o relato com atenção, disse que já testemunhara uma cena parecida com essa no dia em que fora a Jamiel pela 1ª vez para pedir a Mu que consertasse as armaduras do Pégaso e do Dragão. Ele contou que viu Kiki no último andar de uma torre sem portas e, como o menino se recusou a descer para falar com ele, Shiryu ameaçou quebrar a torre, andar por andar, até que o menino estivesse à altura do chão. Logo que arrancou o 1º andar, Mu apareceu e, com seu cosmo, fez a torre voltar à sua forma original. Frente ao espanto de Shiryu, Mu explicou que ele depositara seu cosmo na torre e que, por esse motivo, ela estava viva e era parte dele, podendo ser reconstruída ou reparada por ele sempre que se danificasse, mesmo que estivesse em pedaços. O Cavaleiro de Dragão concluiu que o mesmo tinha ocorrido com o templo de Athena, já que se sabia que o grande cosmo de Athena habitava o templo era tão poderoso que impedia o uso de telecinese e outros superpoderes nas casas zodiacais.

Entretanto, depois de reconstruir todo o templo, Saori permaneceu no quarto de Athena e a atividade de seu cosmo, ao invés de diminuir, pareceu aumentar, expandindo cada vez mais. E Seiya e os outros decidiram ir até Athena pois, embora seu cosmo fosse o de uma deusa, seu corpo mortal ainda devia estar muito ferido e esgotado de pois da última batalha e todo este esforço poderia lhe custar a vida. Além disso, eles temiam que o fato de Saori ter partido sem avisá-los de nada poderia significar que outra batalha estava prestes a começar. Não podendo impedí-los de passar, como Athena havia pedido, os cavaleiros de bronze menores decidiram ir com eles.

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Fanfiction: Os Cavaleiros do Zodíaco: A Batalha de Hefesto – Capítulo 1

•fevereiro 5, 2011 • 2 Comentários


Os Cavaleiro do Zodíaco: A Batalha de Hefesto

Esse fanfic se passa após o final da batalha contra Hades e segue o roteiro do anime.

Capítulo 1

Cena 1: Shiryu

Shiryu, que recuperara novamente a visão ao alcançar o oitavo sentido no mundo dos mortos, estava deitado na cama do hospital pensando sobre a situação de seus irmãos e amigos. Ele despertara algumas horas antes e conversara com Jabu que foi visitá-lo. O Cavaleiro de Unicórnio lhe contara que Shiryu tinha sido o primeiro a acordar e que Shun, Ikki, Hyoga e Saori ainda dormiam profundamente, devido ao esgotamento físico e emocional causado pela última batalha. O caso mais sério era o de Seiya: ele estava em coma e os médicos acreditavam que ele não sobreviveria.

Shiryu e Jabu conversaram por mais alguns minutos então o Cavaleiro de Dragão fez um pedido ao Cavaleiro de Unicórnio. Shunrei deveria estar preocupada com ele, será que podia enviar uma mensagem a ela para que soubesse que ele estava bem? Jabu concordou e saiu.

Agora Shiryu estava sozinho, tentando afastar da sua mente as imagens da batalha por que acabara de passar, quando a porta de seu quarto foi abruptamente aberta e Shunrei irrompeu quarto adentro, com lágrimas escorrendo pelas faces. Ela correu até ele e o abraçou com toda a força, como se quisesse ter certeza de que ele estava mesmo alí.
Enquanto Shunrei o abraçava, Shiryu se lembrou de que teria que contar a ela sobre a morte do Mestre Ancião. Mas a verdade é que não queria fazê-lo, pois sabia que isso a entristeceria muito. De repente, ela o soltou e o olhou com olhos magoados, o que o fez pensar que ela, de alguma forma, lera seus pensamentos, mas ele estava enganado.

- Sinto Muito, Shiryu, eu o abracei forte demais. Eu o machuquei?

Aliviado, Shiryu deu um sorriso e envolveu Shunrei em seus braços. Claro que ele sentia como se todos os ossos do seu corpo estivessem quebrados e é claro que todos os músculos do seu corpo doíam, mas nada disso era culpa de Shunrei.

- Mas é claro que não, Shunrei. Eu me sinto muito melhor, agora que você chegou.

Shunrei sorriu feliz e se aconchegou nos braços de seu Dragão. Entretanto, em alguns instantes, o sorriso dela se desfez e ela falou:

- Me sinto culpada por estar tão feliz em ver você vivo e enxergando novamente quando, ao mesmo tempo, estou tão triste pela morte do Mestre.

- Como soube da morte do Mestre?

- O Cavaleiro de Unicórnio me contou.

- Jabu?

- Ele foi até a China com um avião da Fundação para me trazer ao Japão.

- E o que foi que ele te disse?

- Bem, a princípio ele não queria me dizer nada, mas eu insisti e ele acabou me contando o que tinha acontecido. Ele me disse:

“- O Mestre Ancião queimou todo o seu cosmo junto com os demais Cavaleiros de Ouro, para trazer o sol ao mundo dos mortos e, assim, permitir que os Cavaleiros de Bronze chegassem ao Elísios e salvassem Athena. Graças ao esforço dele e dos demais Cavaleiros de Ouro, a Terra não foi permanentemente coberta pelas trevas. Eu teria feito o mesmo que o Mestre Ancião e os outros Cavaleiros, então, não tenho o direito de sofrer por suas mortes. Eles morreram para que a humanidade fosse salva e esse é o dever de um Cavaleiro de Athena.”,

Shiryu não sabia até que ponto Shunrei, que não era uma Amazona, nunca fora treinada para lutar e nem enfrentara sequer uma batalha, entendera o que Jabu realmente quis dizer. Mas aquelas palavras tocaram fundo no coração do Cavaleiro de Dragão: Dohko era um Cavaleiro de Athena, assim como ele próprio, e dera sua vida por Athena, assim como ele próprio teria feito, se fosse necessário. Shiryu percebera que não tinha o direito de chorar a morte do Cavaleiro de Libra, embora o Mestre Ancião fosse como um verdadeiro pai para ele, porque ele, acima de tudo, foi um Cavaleiro que viveu e morreu com honra.

A essa altura, Shunrei chorava abraçada a ele novamente e ele se lembrou das palavras que seu Mestre disso a ele no início da batalha contra Hades. Ele lhe disse que havia uma pessoa que eles dois amavam e que era por ela que ele deveria sobreviver, porque ela ficaria muito triste se ele morresse. E Shiryu sabia que, embora já tivesse entregado sua vida à Athena e alcançado às portas da morte diversas vezes, ele também não gostava de imaginar ter que ficar longe de sua doce e querida Shunrei para sempre.

Cena 2: Shun

No meio da madrugada, Shun despertou abruptamente de seu sono. Ele se sentou na cama com dificuldade, se sentindo zonzo. Ele olhou para os lados, procurando pela presença que sentiu enquanto dormia e que o fez acordar: June. Se apoiando nos móveis, o cavaleiro de Andrômeda foi até a janela que estava aberta e olhou para fora, mas não viu ninguém no jardim do hospital.

- June… – Suspirou ele.

Então ele se debruçou no parapeito da janela e começou a se lembrar do que sentira enquanto dormia: ele sentiu o perfume de June, suas mãos acariciando seu rosto, os lábios dela tocando os seus. Shun levou as pontas dos dedos aos lábios, lembrando da sensação daquele beijo.

- Será que foi apenas um sonho? – Se questionou Shun. – June, eu não sei onde você está agora, mas eu prometo que vou procurá-la por todos os cantos da Terra e que só vou descansar quando encontrá-la. – Prometeu ele a si mesmo, enquanto contemplava as estrelas do céu.

Cena 3: Hyoga

Hyoga sentia o corpo muito pesado e dolorido. Com esforço, entreabriu um dos olhos, pois o outro estava enfaixado, com a pálpebra ferida, desde a batalha contra Poseidon. Ele não sabia onde estava, nem quanto tempo havia passado dormindo. Ainda com a visão comprometida pelo primeiro contato com a luz, o Cavaleiro de Cisne viu uma porta se abrindo e logo um vulto branco esvoaçante passou por ele, se aproximou de onde ele estava e chamou suavemente o seu nome:

- Hyoga…

Era uma voz feminina muito doce. Talvez ele tivesse morrido e estivesse no céu; talvez fosse a voz de um anjo, ou talvez sua mãe tivesse ido recebê-lo no paraíso.

- Mamãe…

- Você está bem, Hyoga? Consegue me enxergar?

Hyoga apertou a vista e tentou focar a imagem que via a sua frente. Quando sua vista se acostumou com a luminosidade do quarto, ele percebeu que aquela não era sua mãe, mas podia muito bem ser um anjo, pois era tão linda quanto um. Ela tinha doces olhos castanhos e lindos cabelos ruivos, suas vestes eram brancas como a neve da Sibéria e suas faces, levemente coradas pelo sol.

- Que bom que acordou. Como se sente?

O Cavaleiro de Cisne tentou se erguer, mas lhe faltaram as forças e ele tombou, sendo amparado pelas suaves mãos de seu anjo branco, que o ajudou a se sentar na cama. Foi então que ele olhou para os lados e achou ter reconhecido o lugar onde se encontrava:

- É um hospital.

- Sim, Hyoga, você está no hospital da fundação GRAAD no Japão.

- Quem é você? – Ele quis saber.

- Meu nome é Seika.

- Seika? – O nome lhe parecia familiar, mas, no momento, estava sonolento demais para saber onde o ouvira antes.

- Eu sou a irmã de Seiya.

- Ah… – Agora ele começava a se lembrar que Seiya procurava por Seika, sua irmã desaparecida. – O que aconteceu com Athena, Seiya e os outros?

- Shiryu e Shun já acordaram. Ikki e Athena ainda dormem, mas os médicos dizem que ambos estão bem e que logo despertarão.

- E Seiya, como ele está?

- O estado de Seiya é delicado, mas ele está vivo. E, enquanto há vida, há esperança.

Hyoga percebeu que isso significava que Seiya estava à beira da morte e decidiu não fazer mais perguntas, pois falar do delicado estado de saúde do irmão devia entristecê-la.

Cena 4: Seiya

Saori olhava através de uma janela, por onde via o nascer do sol. Algo tão comum, mas que podia ter deixado de acontecer para sempre, se Hades não tivesse sido detido e seu eclipse total não tivesse sido revertido. Sem o sol, toda a vida na terra teria terminado para sempre. Porém, mais uma vez, seus Cavaleiros lutaram contra o mal e com sua força e coragem, puderam salvar a humanidade de seu iminente fim.

Seus cavaleiros, no entanto, haviam sido dizimados ao longo de tantas batalhas seguidas. A ambição de Ares fizera com que os Cavaleiros de Athena enfrentassem uns aos outros. Nessa batalha, diversos cavaleiros de prata morreram, além dos Cavaleiros de Ouro Afrodite de Peixes, Kamus de Aquario, Shura de Capricórneo, Saga de Gêmeos, Máscara-da-morte de Câncer, além de Aiolos de Sagitário, que perdera a vida treze anos atrás para salvá-la, e Shion de Áries, o Grande Mestre do Santuário, que foi morto pelas mãos do próprio Ares.

Na batalha contra Hades, todos os Cavaleiros de Ouro ganharam uma nova vida temporária, só para que morressem mais uma vez. Todos os Cavaleiros de Ouro se uniram para trazer o sol para o mundo dos mortos e abriram os portões do Elísios, entregando suas vidas num grande esforço final.

E seus Cavaleiros de Bronze… Ela pensou que eles não sobreviveriam a uma batalha contra Hades, por isso fez de tudo para impedir que eles lutassem. Mas eles desobedeceram suas ordens e foram até o mais terrível dos locais para resgatá-la. E, no fim, ela não poderia ter vencido sem eles.

Shun, Shiryu, Hyoga e Ikki sofreram incontáveis ferimentos, mas estavam se recuperando. Seiya, porém, estaria morto se Kiki não o tivesse teletransportado imediatamente ao hospital da fundação GRAAD. Mesmo assim, o Cavaleiro de Pégaso ainda estava em coma. A própria Saori ficara desacordada por vários dias, devido ao nível de exaustão alcançado por seu corpo, que era apenas humano e mortal como o de seus cavaleiros.

De repente, uma sensação de desespero tomou conta de Saori. Ela sentia a alma de Seiya se afastando em direção às ruínas do fosso das almas. Ela, então, desconectou de si todos os tubos de soro e fios de aparelhos e foi até o quarto de Seiya.

Era madrugada e os corredores estavam desertos. Enfraquecida e descalça, Saori correu o mais rápido que pôde até encontrar o quarto de Seiya. Ela irrompeu quarto adentro, segurou as mãos dele entre as suas e as sentiu demasiado frias. O Cavaleiro de Pégasus estava morrendo.

A reencarnação de Athena se concentrou, expandiu seu cosmo até alcançar o local onde se encontrava a alma de Seiya e, a muito custo, a trouxe do fosso das almas, onde caía, de volta para o mundo dos vivos e para o corpo de seu guardião. Saori sentiu o calor voltando às mãos de Seiya e a cor voltando às suas faces. Ela deu um sorriso de alívio e caiu desmaiada.

Hyoga, Shiryu, Shun e Ikki sentiram a expansão do cosmo de Athena e também se desligaram de seus aparelhos e foram até ela. Shunrei e Seika, que tentavam impedi-los de sair de suas camas, não sendo capazes de fazê-lo, os seguiram até o quarto de Seiya. Quando chegaram, eles viram Seiya desperto, com Saori desacordada em seus braços.

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Pokémon: TODOS os pokémon com fotos (parte 26)

•janeiro 30, 2011 • 54 Comentários

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Pokémon: TODOS os pokémon com fotos (parte 25)

•janeiro 23, 2011 • 3 Comentários

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10 milhões de acessos

•janeiro 21, 2011 • Deixe um comentário

O blog Midori Hoshi está no ar há dois anos e meio e já alcançou 10 milhões de acessos!

Muito obrigada a todos os leitores pelo carinho.

Depois do sucesso do fanfiction Card Captor Shoran, continuaremos publicando textos. O próximo deve ser um fanfiction de Cavaleiros do Zodíaco.

Obrigada pela visita e volte sempre!

Midori Hoshi

Fanfiction: Card Captor Shoran – Capítulo 10 (último capítulo)

•janeiro 9, 2011 • 2 Comentários

Capítulo 10

Uma semana depois, Tomoyo tinha finalmente terminado de confeccionar as roupas de príncipe e de princesa para Shoran e Sakura. Ela convencera os dois a participar de uma filmagem especial nos arredores da Torre de Tóquio.
Domingo, como combinado, Tomoyo foi buscar Sakura e Shoran de carro. Chegando à Torre de Tókio, as guarda-costas de Tomoyo os deixaram juntamente com o trailer-camarim e foram embora.
Muito contrariado, Shoran colocou a roupa de príncipe. Muito constrangida, Sakura colocou o vestido de princesa. Quando Shoran olhou para sua amada Sakura, sentiu seu coração disparar e o rosto ruborizar. Sakura também estava vermelha de vergonha. Shoran se aproximou dela, pegou suas mãos  e disse:
- Você está linda, Sakura.
- Obrigada, Shoran, você também está muito bonito. – Respondeu Sakura.
Eles então ouviram um suspiro, olharam para o lado e viram Tomoyo gravando tudo. Os dois soltaram as mãos, envergonhados, e Tomoyo riu.
Eles tentaram encontrar um lugar vazio para fazer a filmagem, mas era domingo e os arredores da Torre de Tókio estavam cheios de gente. Isso fez com que Shoran protestasse quanto a escolha da locação das filmagens feitas por Tomoyo, mas ela não pareceu nem um pouco abalada com a reprimenda. Ela tinha preparado um roteiro de filmagem e ia explicar a primeira cena para seus atores (leia-se Sakura e Shoran), quando se sentiu sonolenta e caiu no sono. Todas as pessoas ao redor também dormiram.
- Isso parece obra da carta do sono (The Sleep). – Observou Shoran.
- Olhe, Shoran, o céu está escurecendo! – Exclamou Sakura.
- É a carta da escuridão (The Dark)!
- Ah!!! – O chão começou a se mover sob os pés deles e Sakura se agarrou a Shoran para não cair. A terra se elevou sob seus pés e uma pequena montanha se formou.
- Parece a carta da terra (The Earthy), Shoran.
- Mais uma vez a carta da terra aparece aqui. – Disse Shoran, numa referência ao dia do Juízo Final.
- É verdade.
Antes que pudessem pensar em fazer qualquer coisa, esferas de luz verde começaram a cair como neve brilhante sobre eles.
- O brilho (The Glow)… – Disse Sakura, encantada pelo efeito causado por essa carta que, para ela, tinha um significado especial, pois a lembrava de momentos felizes. Ela começou a peceber que esse também era um momento feliz. Ela estava no local do Juízo Final, onde ela se tornara mestra das Cartas Clow, de Kero e Yue. Junto dela estava Shoran, que estivera com ela em tantos momentos importantes e agora ela finalmente percebera que o amava.
Shoran viu a expressão de alegria no rosto de Sakura e decidiu que tinha chegado o momento de se declarar. Ele antão encarnou seu papel de príncipe, pegou uma das mãos de Sakura entre as suas e se ajoelhou aos pés dela.
- Sakura, há uma coisa que eu quero te dizer há muito tempo.
- E o que é?
- Sakura… eu… Eu te amo! – Depois de conseguir dizer essas 3 palavras tão importantes, o resto jorrou de seus lábios. – Eu a amo com todo o meu coração e com toda a minha alma.
- Oh, Shoran… – E uma pequena lágrima de alegria rolou por sua face. – Eu também te amo.
- Ama?! – Shoran se levantou e enxugou a lágrima de Sakura.
- Sim, Shoran, eu o amo, amo muito.
- Sakura… Minha doce Sakura… – Shoran beijou delicadamente a mão de Sakura.
Subitamente, Cartas Shoran começaram a cair do céu e girar em torno de Shoran. As cartas que Shoran já havia capturado saíram de seu bolso e também começaram a flutuar ao seu redor.
Nesse momento, a chuva de luzes volou a ser a carta brilho, a montanha se desfez e terra voltou à forma de carta. A carta luz (The Light) fez o dia voltar a brilhar e ela e a escuridão apareceram como cartas. O sono também perdeu o efeito e as outras pessoas, lentamente, começaram a despertar. As cartas foram, uma a uma, para a mão direita de Shoran. Ele olhou para o deque completo de cartas em sua mão, sem entender o que estava acontecendo.
Então, uma pessoa usando um manto negro com um capuz se aproximou deles. Instintivamente, Shoran impunhou sua espada e se pôs na frente da Sakura para defendê-la.
- Não precisam se preocupar, eu não vou lhes fazer mal.
O ser misterioso tirou o capuz e ele era… Ele era o Shoran. Sakura e Shoran ficaram sem fala. Eles não entendiam o que estava acontecendo.
- Não tenho muito tempo, então me ouçam. – Continuou o outro Shoran. – Eu sou o Shoran que veio do futuro, muitas décadas no futuro. E a razão de eu não parecer mais velho é que eu usei magia para me manter assim.
- Então eu, quero dizer, você se tornou um mago tão poderoso quanto Clow? – perguntou Shoran, se referindo à magia feita por Eriol, reencarnação do Mago Clow, para se manter com aparência de criança.
- Sim.
- E era você que estava por trás de tudo isso? – Inquiriu Shoran.
- Sim.
- E por que fez isso? – Quis saber Sakura.
- Quando era jovem, me apaixonei por você, Sakura. – Essas palavras fizeram Sakura corar. – Mas não tive coragem de me declarar e voltei para Hong Kong. Eu fui muito infeliz por não poder ficar ao lado da pessoa que eu mais amava. Quando finalmente tomei coragem para voltar ao Japão para lutar pelo meu amor, já era tarde demais. Desde então me dediquei à magia, com o objetivo de alterar o passado e ter a chance de ser feliz. Eu aumentei meus poderes mágicos, me tornei o mestre das Cartas Sakura e as transformei em Cartas Shoran. Eu trouxe meu deque de cartas para o passado, com a ajuda da carta do retorno (The Return), e usei a captura das cartas para manter o Shoran do passado em Tóquio, para que vocês dois pudessem se aproximar. Mas eu tomei muito cuidado para não colocar suas vidas em risco. Fiz tudo o que pude para alterar o cruel destino que teríamos que enfrentar, o resto depende de vocês. – Disse ele, olhando nos olhos do Shoran. – Shoran, lembre-se sempre disso que vou lhe dizer agora: você tomou conta dos negócios da sua família com perfeição e deixou sua mãe orgulhosa; você se tornou o mestre das Cartas Clow e se converteu no mago mais poderoso do mundo, mas nada disso te fez feliz. – O Shoran do futuro começou a se sentir fraco. – Meu tempo está acabando…
- Muito obrigado – disse o Shoran do presente.
- Não precisa agradecer. Essa foi a atitude mais egoísta que tomei em toda a minha vida. – Respondeu o Shoran do futuro.
- E quanto às cartas? O que vai acontecer com elas? – Quis saber o Shoran do presente.
- Se minhas expectativas estiverem corretas, com a alteração do passado, a cadeia de eventos que levou à criação das Cartas Shoran deve ser rompida e o futuro deve ser alterado. Isso significa que eu não me tornarei quem sou agora e não criarei essas cartas. Tanto as cartas, quanto eu, devemos desaparecer.
- E a Ura-chan?! – perguntou Sakura preocupada.
- A pequena Sakura tem vivido com o Shoran de agora e, como tem a lua como astro regente, deve ter se mantido absorvendo seus poderes mágicos. Acredito que ela deve sobreviver um pouco mais do que as cartas, que vivem exclusivamente do poder que lhes dei.
Nesse momento as cartas começaram a desaparecer lentamente, assim como também o Shoran do futuro.
- Que bom… Parece que finalmente consegui alterar o meu triste destino… – Disse o Shoran do futuro com um sorriso nos lábios.
- Não há um modo de salvar a Ura-chan? – Perguntou Sakura, desesperada para salvar o amor de Kero.
- Talvez – respondeu o Shoran do futuro, cada vez menos visível. – Se Shoran doar a ela poderes mágicos suficientes para substituir os que eu lhe dei, ela sobreviverá.
- Então o Shoran perderá seus poderes mágicos, como o meu irmão Touya?
- Isso depende de quanto poder ele tem agora. Se quiser salvá-la, terá que correr o risco. Mas é preciso que queira salvá-la de todo o coração, porque é o coração que contém a magia mais poderosa.
- Salvarei a Ura-chan! – disse Shoran decidido.
- Então boa sorte e, por favor, sejam muito felizes. – Respondeu o Shoran do futuro.
- Você vai desaparecer? Não há nada que possamos fazer pra salvar você? – Perguntou Sakura, entristecida de ver o Shoran do futuro cada vez mais transparente.
O Shoran do futuro tentou segurar as mãos de Sakura mas não conseguiu, estava quase desaparecendo.
- Você me salvou, Sakura, é por isso que estou desaparecendo.
Sakura estendeu sua mão até o Shoran do futuro, mas ele já havia desaparecido, só a sua voz ainda se fazia ouvir, bem baixinha, como se sussurrasse no ouvido da Sakura.
- Eu a amo, minha doce Sakura, sempre a amei e sempre a amarei…
- Shoran… – lágrimas de tristeza começaram a rolar pelo rosto de Sakura.
- Vamos, Sakura, não chore, afinal… eu ainda estou aqui. – Disse Shoran, enxugando as lágrimas do rosto de Sakura.
- É, eu sei. Mas foi tão triste vê-lo desaparecer, Shoran.
- Precisamos ir embora depressa, Sakura, não podemos perder tempo. Precisamos salvar a Ura-chan.
Nesse momento, Tomoyo despertou e foi até eles.
- O que aconteceu? – Perguntou ela.
- Aconteceu muita coisa. Depois a gente explica. Agora precisamos chegar na minha casa o mais rápido possível. A Ura-chan está em perigo.
- Mas ainda vai demorar pelo menos duas horas antes que as minhas guarda-costas voltem para nos buscar.
- Vamos de trem, Shoran – sugeriu Sakura.
- Eu vou ficar. Ainda estou um pouco tonta. – Explicou Tomoyo.
- Você vai ficar bem? – Perguntou Sakura.
- Claro! – Respondeu Tomoyo com um sorriso. – Vou ligar para as minhas guarda-costas e elas virão me buscar. Vão salvar a Ura-chan!
Sakura e Shoran correram até a estação, mas não puderam pegar o trem. A estação era próxima à Torre de Tóquio e as pessoas que estavam nela tinham sido afetadas pelo poder das Cartas Shoran. Nenhum acidente havia acontecido, mas não havia trens chegando nem partindo, tudo estava parado. As pessoas ainda estavam acordando e estavam ligeiramente atordoadas, pois não sabiam como nem por qual motivo haviam caído no sono.
- O que faremos agora? – Perguntou Sakura.
Shoran pensou por um momento e lembrou das palavras que ouvira do Shoran do futuro: “É o coração que contém a magia mais poderosa”. Ele se concentrou e disse, com sinceridade:
- Desejo de todo o coração ser capaz de chegar bem rápido até a Ura-chan.
Nesse momento, uma insignia mágica igual a do livro verde apareceu sob os pés de Shoran e raios prateados de magia saíram do seu coração formando uma carta com o verso verde.
- The Transport… – Disse Shoran, lendo o nome que estava escrito na carta.
- Você criou uma Carta Shoran! – Exclamou Sakura.
- Sakura, eu vou usar essa carta para tentar chegar até a Ura-chan. Se eu conseguir, vá para onde está a Tomoyo e fique com ela até as guarda-costas chegarem.
- Tá bom.
Shoran empunhou sua espada e exclamou:
- The Transport, me leve para onde a Ura-chan está!
A carta foi ativada e Shoran se desfez no ar. Sakura olhou para o lado e percebeu um par de olhos curiosos olhando para ela. Era uma criança que havia testemunhado a magia de Shoran.
- Aquilo foi muito legal! – Disse o menino.
Sakura começou a ficar muito nervosa. Ela não sabia o que dizer. Nesse momento a mãe do menino apareceu, ainda um pouco sonolenta.
- Mamãe, eu vi as luzes e os brilhos e o outro rapaz desapareceu no ar. Foi muito legal!
Sakura ficou nervosa, mas a mãe sorriu. Ela parecia acostumada a ouvir esse tipo de coisas do filho.
- Desculpe, é que meu filho tem uma imaginação muito fértil.
Na verdade, pensou Sakura, o filho dela tinha poderes mágicos, por isso não foi tão afetado quanto os outros pelos poderes das Cartas Shoran. Ela sorriu para o menino, pediu desculpas e saiu apressada para se encontrar com Tomoyo.

Sakura e Tomoyo saíram do carro apressadas. A porta da casa de Shoran estava aberta e lá dentro elas encontraram Ura-chan.
- Você está bem, Ura-chan? Onde está o Shoran? – Perguntou Sakura.
- Eu estou bem, mas eu não consigo fazer o mestre Shoran acordar.
- O que houve, Shoran?! – Exclamou Sakura, aflita ao ver Shoran desacordado no chão da sala.
- Ele parece estar apenas dormindo. – Disse Tomoyo.
- O meu irmão ficou assim depois que doou seus poderes mágicos para o Yue. – Sakura se sentia culpada por ele estar assim e não queria deixá-lo sozinho, então teve uma idéia. – The Mirror, assuma a minha aparência – disse Sakura, acionano a carta espelho.
- Tomoyo, por favor, leve a carta espelho para a minha casa e avise ao Kero para vir fazer companhia a Ura-chan.
- Pode deixar, amiga.

No dia seguinte, Shoran abriu os olhos e encontro Sakura sentada em uma cadeira ao lado de sua cama.
- Como está se sentindo, Shoran?
- Estou bem, Sakura, só um pouco sonolento. – Respondeu Shoran, se sentando na cama. – Eu não me lembro de ter vindo pra cama ontem.
Sakura ficou vermelha de vergonha ao se lembrar que tinha usado a carta da força para pegar Shoran no colo e levá-lo para o quarto, onde ele poderia dormir mais confortavelmente.
- Sinto muito que você tenha precisado abrir mão dos seus poderes mágicos para salvar a Ura-chan. Eu sei como a magia é importante pra você. Mas a Ura e o Kero estão muito agradecidos pelo que fez e eu também.
- Do que está falando, Sakura? Eu não perdi meus poderes mágicos. – Disse Shoran, demonstrando um dos seus velhos truques de fazer fogo com um selo mágico. – Recriar Ura foi como criar uma Carta Sakura usando uma Carta Clow como base. Isso não me deixou sem poderes, apenas me fez ficar com sono.
- Oh, que bom! Estava preocupada que você ficasse triste sem os seus poderes, afinal você é o único da sua geração da família que tem poderes mágicos e você poderia sentir que estava decepcionando a sua mãe.
- Isso foi outra coisa que decidi ontem à noite: não farei o que a minha família espera de mim, farei o que é melhor pra mim. E o que eu quero é ficar ao seu lado, Sakura, então é isso que eu farei. Não vou voltar pra Hong Kong!
- Tem certeza, Shoran? Não acha que é uma loucura enfrentar a sua mãe desse jeito?
- Acho, sim. Mas sabe o que eu me lembrei ontem à noite? Lembrei do que me contou a respeito dos seus pais. Sua mãe enfrentou toda a sua família para ter uma chance de ser feliz com o seu pai e o fato de tudo parecer ser uma grande loucura não os impediu.
- O meu eu do futuro – continuou Shoran – fez um esforço enorme pra mudar o passado porque ele não era feliz. Não sei o que o futuro nos reserva se decidirmos lutar contra tudo e contra todos para ficarmos juntos, só o que eu sei é que não posso ser feliz longe de você. Mas primeiro eu preciso saber o que você quer fazer, Sakura. Eu sei que ainda somos muito novos, mas você quer tentar? Aceita ser minha namorada, depois minha noiva e por fim minha esposa? Mesmo que seja difícil, mesmo que tenhamos que enfrentar nossas famílias, mesmo que o nosso futuro seja incerto?
- Sim, Shoran, eu aceito. – Disse Sakura. – O que eu mais quero é ficar do seu lado. – E eles se abraçaram, felizes por estarem juntos.

P.S.: Esse é o final do fanfiction Card Captor Shoran. Foi muito agradável para mim escrever esse texto e espero que ele tenha proporcionado momentos agradáveis a quem o leu. Gostaria de agradecer a todos que acompanharam Card Captor Shoran, em especial àqueles que, através de seus comentários no blog, no twitter ou por e-mail, me estimularam a continuar escrevendo.

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Pokémon: TODOS os pokémon com fotos (parte 24)

•janeiro 7, 2011 • 4 Comentários

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Fanfiction: Card Captor Shoran – Capítulo 9

•janeiro 2, 2011 • 2 Comentários

Capítulo 9

Na escola

Segunda-feira, bem cedo, Shoran e Sakura chegaram à escola para arrumar a sala de aula. Estando sozinhos, foram surpreendidos pelas cartas The Libra e The Through. Felizmente eles conseguiram capturá-las antes que seus colegas chegassem.

Na casa da Tomoyo

Shoran e Sakura foram à casa de Tomoyo no domingo para fazer um trabalho de grupo. Quando estavam quase terminando, Tomoyo disse que precisava telefonar para sua mãe e saiu, deixando Shoran e Sakura sozinhos. Eles terminaram o trabalho, guardaram canetas e livros, mas Tomoyo ainda não tinha voltado. Eles começaram a conversar para matar o tempo, pois não queriam ir embora sem se despedir da amiga.
- Eu posso ver as suas cartas, Shoran? – Perguntou Sakura, tirando suas próprias cartas do bolso.
- Claro – Shoran entregou a Sakura as 26 cartas que tinha capturado até aquele momento.
- Essas cartas são muito bonitas: o verso é verde escuro e dourado e a frente é pintada de verde e amarelo claros.
- É interessante verificar que, embora elas pareçam iguais às suas, elas se mostram levemente diferentes, tanto na vestimenta quanto na posição em que se apresentam.
- Isso também aconteceu com as Cartas Clow quando elas se transformaram em Cartas Sakura. Algumas até ficaram um pouco diferentes na hora de usar, como a alada.
- É, essas cartas também tem leves diferenças com relação às Cartas Clow. É como se elas tivessem sido criadas usando as Cartas Clow como base.
- Acha que foi isso que aconteceu?
- Se a teoria das dimensões paralelas da Tomoyo estiver correta, talvez numa outra realidade eu tenha sido escolhido por Clow para ser o mestre das cartas e, depois de capturá-las, tenha mudado seu poder e as transformado em Cartas Shoran, assim como você fez com as Cartas Skaura.
- Quando eu descobri que você era descendente do Mago Clow e que tinha muitos conhecimentos sobre magia, eu achei que você é que devia ser o mestre das Cartas Clow. Eu até cheguei a dizer isso ao Kero, mas ele falou que o destino havia me escolhido, porque fui eu que encontrei o livro e rompi o seu lacre. Mas por muitas vezes eu duvidei que fosse capaz de me transformar em mestra das Cartas Clow. Quando as cartas perderam o controle ao serem transformadas em Cartas Sakura e quando Yue quase desapareceu por causa da minha falta de poderes mágicos, eu me senti muito mal por não ser mais forte.
- Eu também costumava achar que devia ser o mestre das Cartas Clow, mas eu não penso mais assim.
- Não? E por quê?
- Porque o conhecimento sobre magia e hereditariedade não são tudo. Eu refleti muito e percebi que o carinho que sente pelos guardiões e pelas cartas e seu pensamento positivo foram determinantes para que você triunfasse onde eu falhei. Além do mais – disse Shoran, segurando as mãos de Sakura entre as suas -, se eu tivesse aberto o livro e não você, muitas coisas seriam diferentes. Provavelmente o livro teria sido deixado na China e não aqui e nós nunca teriamos nos conhecido… E eu não gostaria que as coisas tivessem sido assim.
- Nem eu. – Sakura sabia que Shoran era muito importante para ela. Se ele não estivesse com ela, nada seria o mesmo. É certo que eles brigavam muito no início, mas os bons momentos que passaram depois que se tornaram amigos eram maravilhosos e insubstituíveis. Repentinamente, Shoran e Sakura perceberam que estavam de mãos dadas. Eles ficaram muito envergonhados, coraram fortemente e então se soltaram, muito sem graça. Nesse momento, eles começaram a sentir a presença de Cartas Shoran. Antes mesmo da Tomoyo voltar de seu longo “telefonema para a mãe” – ou seja, a desculpa que ela usara para deixar Sakura e Shoran a sós -, os dois capturaram mais três cartas: The Sweet, The Freeze e The Shield.

No Templo Tsukimine

Shoran e Sakura marcaram de se encontrar, sábado à noite, no Templo Tsukimine. Era um lugar amplo e tranquilo onde tinham encontrado várias Cartas Clow no passado e onde esperavam encontrar algumas Cartas Shoran. Eles não tinham capturado nenhuma carta por algum tempo e pensaram que deveriam escolher um lugar onde pudessem ficar sozinhos tempo suficiente para que as cartas aparecessem. Eles já tinham feito isso antes, por sugestão de Tomoyo, e tinha funcionado, por isso decidiram tentar novamente.
Era sempre assim, Shoran e Sakura saiam sozinhos, passavam algum tempo conversando, então eles sentiam a presença das cartas, as encontravam, batalhavam com elas e as selavam e depois Shoran acompanhava Sakura até sua casa. Desde que Kero e Ura se machucaram numa dessas ecasiões, Sakura e Shoran decidiram não levar mais seus guardiões com eles. Sakura não queria que eles se ferissem novamente e Shoran afirmava que eles mais atrapalhavam do que ajudavam, embora também estivesse preocupado com a integridade física dos pequenos seres mágicos. Além disso, em geral, as cartas não eram excessivamente agressivas e capturá-las não era nem de perto tão arriscado quanto capturar as Cartas Clow ou criar as Cartas Sakura.
Sendo assim, durante a semana, Kero e Ura passavam a maior parte do tempo juntos na casa da Sakura, jogando video-game. Nos fins-de-semana, o pai e o irmão de Sakura ficavam mais em casa e eles corriam mais risco de serem vistos, então eles preferiam ir para a casa do Shoran, onde não havia ninguém e eles podiam passear tranquilamente por todos os lados – principalmente a cozinha, no caso desses gulosos bichinhos.
Kero e Ura não desgrudavam mais um do outro. O relacionamento deles também provocou mudanças nos dois: Kero não parecia ter tanta vontade de ofender Shoran e Ura diminuíra drasticamente sua cota diária de abraços constrangedores em seu mestre. O grande beneficiado por esses mudanças foi Shoran, que se sentia enormemente agradecido pelos dois guardiões se darem tão bem.
Shoran estava muito contente, não só por não ter mais que se preocupar com os insultos de Kero e as demonstrações de afeto de Ura, mas porque as Cartas Shoran estavam sendo relativamente fáceis de capturar. Ele tinha metade de um deque de cartas, Sakura tinha um deque completo e eles conheciam bem os poderes de todas aquelas cartas, pois já haviam capturado todas elas no passado. Somado a isso, havia o fato de que essas novas cartas não pareciam tão perigosas quanto as Cartas Clow. Algumas vezes eles tinham a sensação de que as cartas atacavam propositadamente de modo a não expô-los a nenhum perigo real.
Era sobre tudo isso que os cardcaptors estavam conversando essa noite.
- Sabe, Sakura – disse Shoran -, as Cartas Clow, quando perderam o selo, pareciam descontroladas e atacavam com todas as forças. Elas quase nos mataram várias vezes. Elas também apareciam na frente de várias pessoas e nos momentos mais impróprios: no meio de festivais, competições, peças de teatro e passeios da escola. Essas cartas, por outro lado, aparecem apenas em momentos que parecem propositalmente escolhidos, atacam em grupo e de forma sincronizada. É quase como se alguém as controlasse.
- Eu acho que você tem razão. Eu também tive essa impressão, Shoran. Mas acontece que, no momento em que as cartas atacam, nós só sentimos as nossas próprias presenças mágicas e as das cartas. Nós não sentimos uma presença mágica misteriosa, como acontecia quando Eriol isolava a área com sua magia para poder nos atacar sem que ninguém mais aparecesse.
- É verdade…
- Você perguntou a Ura-chan a opinião dela sobre isso?
- A Ura diz que não consegue entender como as cartas puderam perder o lacre se o meu nome estava escrito nelas. Ela não sabe explicar por que as cartas atacam sem que eu as comande – Shoran suspirou profundamente e depois continuou -. A verdade é que ela não é muito útil como guardiã: ela não sabe como as cartas foram retiradas do livro, não sabe como perderam o lacre e não sabe ao certo que as criou – Shoran balançou a cabeça em sinal de desesperança -. Nunca pensei que diria isso, mas até o Kerberus foi mais eficiente em seu trabalho como guardião das Cartas Clow do que a Ura está sendo agora. Basicamente temos que nos virar sozinhos e tudo com que contamos é a nossa magia, o nosso conhecimento sobre as Cartas Clow e uma ou outra coincidência que acabamos por identificar como padrão e passamos a utilizar ao nosso favor nas capturas.
- Não seja tão duro com a Ura-chan, ela faz o melhor que pode – disse Sakura.
- Eu sei que faz. Também sei que o que está acontecendo não é culpa dela – concordou Shoran -. Além do mais, tenho que ser grato a Ura: depois que Kerberus a conheceu, ele parou de me aborrecer – Shoran refletiu um pouco e depois continuou -. Acho que, de uma forma estranha, o aparecimento dessas cartas misteriosas me ajudou bastante e tudo parece bem melhor agora do que antes. Até a minha mãe foi obrigada a deixar ficar por mais algum tempo no Japão.
- Quer dizer que você teria mesmo ido embora para Hong Kong se as Cartas Shoran não tivessem aparecido? – Perguntou Sakura.
- Minha mãe já tinha comprado as passagens. Eu estava terminando de arrumar as malas quando o livro apareceu – respondeu Shoran com um olhar distante, como se tentasse se lembrar de algo que acontecera há uma eternidade, embora fizesse apenas pouco mais de um mês.
- Mas você não me disse que estava indo embora…
- Eu ia na sua casa te contar e me despedir no dia que o livro apareceu.
Sakura permaneceu em silência por alguns instantes. A idéia de que Shoran esteve a ponto de voltar definitivamente para a China a abalou de uma maneira inesperada.
- Quando a captura das Cartas Shoran terminar, você vai embora pra Hong Kong?
- Provavelmente sim.
- Quer dizer que há uma chance de você ficar no Japão? – Sakura se viu se agarrando a essa possibilidade com unhas e dentes.
- Eu não sei, Sakura. Quando eu vim para o Japão, minha família não pretendia que eu ficasse longe por muito tempo, mas a captura das Cartas Clow durou mais do que havíamos previsto. Logo depois vieram os acontecimentos estranhos que culminaram na transformação das Cartas Sakura e agora essas cartas mágicas que ninguém sabe bem de onde vieram. Minha estada aqui no japão se prolongou demais e minha mãe quer que eu volte para cumprir minhas obrigações para com a família.
- Obrigações?! Como fazer o jantar e limpar a casa? – Essas eram as únicas obrigações familiares que Sakura conhecia.
- Não, Sakura, não é desse tipo de obrigações que eu estou falando. É que, quando o meu pai morreu, eu, como único filho homem e seu herdeiro, me tornei dono de todos os bens que pertenciam a ele. Eu não fui criado apenas para lutar artes marciais e usar magia, eu também fui educado para tomar conta dos negócios da família.
- Entendo… – Mas Sakura não entendia. A vida de Shoran era muito diferente da dela. Com tantas responsabilidades, era normal que ele fosse tão sério e formal quando se conheceram. Olhando para o passado, era fácil perceber o quanto ele tinha mudado: ele agora era mais gentil, mais carinhoso e mais aberto. Antes, ele jamais teria lhe feito confidências.
Nesse momento apareceram as cartas The Dash e The Jump, as quais, depois de muita correria e do uso das cartas The Loop, The Watery e The Freeze, para impedir que as cartas se afastassem muito e para tornar o chão liso e escorregadio, as Cartas Shoran foram seladas.
Na volta para casa, Sakura estava muito calada. Alguns dias antes ela tinha começado a pensar que talvez tivesse se apaixonado por Shoran e agora tinha que conviver com a idéia de que a estada dele no Japão era temporária e estava prestes a terminar. Tão logo terminasse de capturar as cartas, sua mãe o chamaria de volta a Hong Kong e ele teia que ir para cumprir suas obrigações perante a sua família.

No próximo capítulo, o final do fanfic Card Captor Shoran: a verdade sobre as cartas misteriosas e o destino do amor entre Sakura e Shoran.

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Pokémon: TODOS os pokémon com fotos (parte 23)

•dezembro 31, 2010 • 5 Comentários

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Fanfiction: Card Captor Shoran – Capítulo 8

•dezembro 26, 2010 • 2 Comentários

Capítulo 8

No dia seguinte, Fujitaka fez o café da manhã e Shoran e Sakura foram juntos para a escola. Havia uma harmonia entre Sakura e Shoran que saltava aos olhos. Aquele fim de semana os tornara tão próximos que era como se entendessem o que o outro queria dizer antes mesmo que falasse. Eles chegavam a completar as frases um do outro. Eles tinham ficado sozinhos muitas vezes desde que o livro verde aparecera e era claro que a relação deles havia mudado. Mas não era só isso, eles também pareciam mudados agora: Shoran estava mais tranquilo e Sakura menos distraída. Tomoyo percebeu tudo isso e comentou com eles dois, que ficaram vermelhos de vergonha.
Entretanto, Tomoyo também notou que Shoran ainda não havia contado a Sakura que a amava e que Sakura ainda não tinha percebido que amava Shoran. Era uma situação difícil e Tomoyo queria ajudar. Para isso, primeiro precisaria ajudar Sakura a perceber seus sentimentos e depois montaria o cenário e a situaçção perfeitos para que se declarassem. Eles dois eram seus melhores amigos e ela queria muito que fossem felizes, então Tomoyo começou a trabalhar em um plano.
No dia seguinte, Tomoyo convidou Sakura para jantar em sua casa, com ela e sua mãe. As duas meninas ficaram conversando um pouco no quarto antes da refeição ser servida, então Tomoyo colocou a primeira parte do plano em ação.
- Estou fazendo roupas novas para você e Shoran. O que acha delas? – disse tomoyo mostrando o desenho de duas roupas.
- Parece um pouco com as roupas que usamos na peça da Bela Adormecia – observou Sakura.
- Sim, Sakura, você é muito observadora. A roupa de Shoran foi baseada na sua oupa de príncipe, mas é toda feita com tecido branco e detalhes prateados. O seu vestido foi baseado na roupa de princesa do Shoran, só que em tecido azul celeste. No cabelo, ao invés de uma peruca de cachos, uma tiara de strass que mandei fazer especialmente para você. E é claro que eu mandei forrar os sapatos com o mesmo tecido do vestido – explicou Tomoyo.
- Sabe, Sakura – continuou Tomoyo -, pelo jeito as Cartas Shoran só aparecem quando vocês dois estão sozinhos, o que me impede de filmá-los durante a captura. Então eu pensei que talvez pudessem exibir seus poderes usando as roupas que confeccionei. Eu, a princípio, não sabia bem que roupa fazer dessa vez, porque não estou acostumada a fazer roupas para o Shoran, então acabei me decidindo por recriar essas roupas. Elas mostram como eu os vejo: um príncipe e uma princesa de contos de fadas.
- Você nos vê como um casal?
Sakura tentou visualizar a situação desse ponto de vista. Ela nunca tinha pensado em Shoran e ela como um casal. Entretanto, ela tinha que admitir que, embora eles não fossem namorados, nos últimos tempos eles tinham se tornado muito mais próximos. Eles eram gandes amigos, isso era um fato: Shoran salvara sua vida incontáveis vezes, a escutara quando Yukito disse que a amava como a um membro da família, lhe ajudara quando ela precisou capturar as Cartas Clow e lhe dera apoio quando ela transformou as Cartas Clow em Cartas Sakura.
Shoran era forte e gentil e se preocupava com ela de todo o coração. Mas e ela? O que Sakura sentia por Shoran? Amizade? Carinho? Amor? O que Sakura sentia por Shoran era diferente do que sentia por sua melhor amiga Tomoyo. Também era diferente do que sentia por seus familiares (seu pai e seu irmão). Certamente não era igual ao carinho que sentia por Eriol e pelo Mago Clow. Mas também não era exatamente igual ao amor que costumava sentir por Yukito. Sim, o que costumava sentir, porque ela não era mais apaixonada por Yukito, agora gostava dele como se fosse mais um membro da família. Mas e quanto a Shoran? O que Sakura sentia por ele?
Sakura gostava de Shoran, gostava de estar com ele, de conversar com ele, gostava de saber que ele existia, que estava por perto, que se importava com ela e que podia contar com ele sempre que precisasse. Mas será que tudo o que sentia por Shoran era mesmo apenas amizade, ou será que havia mais algum sentimento? Sakura estava confusa, não sabia o que pensar.

Na escola de Tomoeda

No dia seguinte, quando chegou na sala de aula e viu Shoran, o coração de Sakura começou a disparar e ela sentiu seu rosto ficar vermelho. Shoran achou que Sakura parecia um pouco estranha e perguntou se ela estava se sentindo bem, mas ela desconversou e disse que estava bem.
Seguindo uma sugestão de Tomoyo que percebeu um padrão no aparecimento das cartas, Shoran e Sakura marcaram um encontro no Parque do Rei Pinguim durante a noite de sábado para verificar se o simples fato de eles dois ficarem juntos em um lugar onde não houvesse mais ninguém seria suficiente para fazer as cartas aparecerem.
No dia marcado, como não sabiam se algo aconteceria, Sakura resolveu preparar um lanche para eles. Ela saiu de sua casa pela janela e encontrou com Shoran que a esperava em frente à sua casa. Shoran ficou surpreso ao ver que Sakura trazia uma cesta de piquenique. Ele ficou emocionado ao saber que ela mesma tinha preparado tudo com suas próprias mãos. E Sakura ficou contente ao perceber que Shoran tinha gostado de tudo o que ela preparara. Eles comeram sanduiches e beberam suco enquanto conversavam animadamente sobre os acontecimentos engraçados que haviam ocorrido naquele dia durante a aula.
- E quando o Yamazaki contou aquela piada da ervilha? – disse Sakura.
- Aquela foi a mais engraçada de todas – riu Shoran, lembrando da piada.
Ultimamente, sempre que estava a sós com sakura, algo acontecia com Shoran. Era como se ele fosse transportado para dentro de uma bolha: ele só via Sakura, só ouvia Sakura, só pensava em Sakura.
Sakura, por sua vez, se sentia mais e mais envolvida por seus sentimentos por Shoran: adorava cada momento que passava com ele e, quando se separavam, contava os minutos para vê-lo outra vez. Quando estava com Shoran, Sakura simplesmente esquecia de toda o resto.
Eles terminaram de lanchar e Sakura juntou os copos e potes para voltar a guardá-los. Shoran se levantou para ajudar sakura e foi então que olhou além e percebeu que algo na paisagem parecia diferente, embora não conseguisse afirmar o quê. Sakura viu o semblante pensativo de Shoran e olhou na mesma direção que ele.
- Viu alguma coisa, Shoran?
- Não sei. A paisagem não lhe parece diferente?
- Pensando bem, não lembro de avistar essas casas daqui.
- Mas as casas estão no lugar certo, deve ser outra coisa. Algo aqui no parque.
Foi quando os dois se olharam e subtamente a mesma idéia lhes veio à mente.
- O Rei Pinguim! – exclamaram em coro.
- Não está aqui! – falou Sakura.
Shoran olhou para o lugar onde costumava ficar o Rei Pinguim e depois para o chão e viu algo que o fez discordar de Sakura.
- O Rei Pinguim não sumiu, Sakura. Olhe aquilo alí.
- Ele encolheu! – exclamou Sakura ao ver que o Rei Pinguim estava do tamanho de um pinguim de geladeira.
- É a carta pequeno (The Little) – disse Shoran, empunhando a espada.
- Shoran, eu acho que tem mais uma carta. Olha só a cesta de piquenique.
Quando Shoran se virou, viu que a cesta tinha crescido e ficado gigantesca.
- Pega a carta The Loop, Sakura, eu tenho um plano.

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