Fanfiction: Os Cavaleiros do Zodíaco: A Batalha de Hefesto – Capítulo 1



Os Cavaleiro do Zodíaco: A Batalha de Hefesto

Esse fanfic se passa após o final da batalha contra Hades e segue o roteiro do anime.

Capítulo 1

Cena 1: Shiryu

Shiryu, que recuperara novamente a visão ao alcançar o oitavo sentido no mundo dos mortos, estava deitado na cama do hospital pensando sobre a situação de seus irmãos e amigos. Ele despertara algumas horas antes e conversara com Jabu que foi visitá-lo. O Cavaleiro de Unicórnio lhe contara que Shiryu tinha sido o primeiro a acordar e que Shun, Ikki, Hyoga e Saori ainda dormiam profundamente, devido ao esgotamento físico e emocional causado pela última batalha. O caso mais sério era o de Seiya: ele estava em coma e os médicos acreditavam que ele não sobreviveria.

Shiryu e Jabu conversaram por mais alguns minutos então o Cavaleiro de Dragão fez um pedido ao Cavaleiro de Unicórnio. Shunrei deveria estar preocupada com ele, será que podia enviar uma mensagem a ela para que soubesse que ele estava bem? Jabu concordou e saiu.

Agora Shiryu estava sozinho, tentando afastar da sua mente as imagens da batalha por que acabara de passar, quando a porta de seu quarto foi abruptamente aberta e Shunrei irrompeu quarto adentro, com lágrimas escorrendo pelas faces. Ela correu até ele e o abraçou com toda a força, como se quisesse ter certeza de que ele estava mesmo alí.
Enquanto Shunrei o abraçava, Shiryu se lembrou de que teria que contar a ela sobre a morte do Mestre Ancião. Mas a verdade é que não queria fazê-lo, pois sabia que isso a entristeceria muito. De repente, ela o soltou e o olhou com olhos magoados, o que o fez pensar que ela, de alguma forma, lera seus pensamentos, mas ele estava enganado.

– Sinto Muito, Shiryu, eu o abracei forte demais. Eu o machuquei?

Aliviado, Shiryu deu um sorriso e envolveu Shunrei em seus braços. Claro que ele sentia como se todos os ossos do seu corpo estivessem quebrados e é claro que todos os músculos do seu corpo doíam, mas nada disso era culpa de Shunrei.

– Mas é claro que não, Shunrei. Eu me sinto muito melhor, agora que você chegou.

Shunrei sorriu feliz e se aconchegou nos braços de seu Dragão. Entretanto, em alguns instantes, o sorriso dela se desfez e ela falou:

– Me sinto culpada por estar tão feliz em ver você vivo e enxergando novamente quando, ao mesmo tempo, estou tão triste pela morte do Mestre.

– Como soube da morte do Mestre?

– O Cavaleiro de Unicórnio me contou.

– Jabu?

– Ele foi até a China com um avião da Fundação para me trazer ao Japão.

– E o que foi que ele te disse?

– Bem, a princípio ele não queria me dizer nada, mas eu insisti e ele acabou me contando o que tinha acontecido. Ele me disse:

“- O Mestre Ancião queimou todo o seu cosmo junto com os demais Cavaleiros de Ouro, para trazer o sol ao mundo dos mortos e, assim, permitir que os Cavaleiros de Bronze chegassem ao Elísios e salvassem Athena. Graças ao esforço dele e dos demais Cavaleiros de Ouro, a Terra não foi permanentemente coberta pelas trevas. Eu teria feito o mesmo que o Mestre Ancião e os outros Cavaleiros, então, não tenho o direito de sofrer por suas mortes. Eles morreram para que a humanidade fosse salva e esse é o dever de um Cavaleiro de Athena.”,

Shiryu não sabia até que ponto Shunrei, que não era uma Amazona, nunca fora treinada para lutar e nem enfrentara sequer uma batalha, entendera o que Jabu realmente quis dizer. Mas aquelas palavras tocaram fundo no coração do Cavaleiro de Dragão: Dohko era um Cavaleiro de Athena, assim como ele próprio, e dera sua vida por Athena, assim como ele próprio teria feito, se fosse necessário. Shiryu percebera que não tinha o direito de chorar a morte do Cavaleiro de Libra, embora o Mestre Ancião fosse como um verdadeiro pai para ele, porque ele, acima de tudo, foi um Cavaleiro que viveu e morreu com honra.

A essa altura, Shunrei chorava abraçada a ele novamente e ele se lembrou das palavras que seu Mestre disso a ele no início da batalha contra Hades. Ele lhe disse que havia uma pessoa que eles dois amavam e que era por ela que ele deveria sobreviver, porque ela ficaria muito triste se ele morresse. E Shiryu sabia que, embora já tivesse entregado sua vida à Athena e alcançado às portas da morte diversas vezes, ele também não gostava de imaginar ter que ficar longe de sua doce e querida Shunrei para sempre.

Cena 2: Shun

No meio da madrugada, Shun despertou abruptamente de seu sono. Ele se sentou na cama com dificuldade, se sentindo zonzo. Ele olhou para os lados, procurando pela presença que sentiu enquanto dormia e que o fez acordar: June. Se apoiando nos móveis, o cavaleiro de Andrômeda foi até a janela que estava aberta e olhou para fora, mas não viu ninguém no jardim do hospital.

– June… – Suspirou ele.

Então ele se debruçou no parapeito da janela e começou a se lembrar do que sentira enquanto dormia: ele sentiu o perfume de June, suas mãos acariciando seu rosto, os lábios dela tocando os seus. Shun levou as pontas dos dedos aos lábios, lembrando da sensação daquele beijo.

– Será que foi apenas um sonho? – Se questionou Shun. – June, eu não sei onde você está agora, mas eu prometo que vou procurá-la por todos os cantos da Terra e que só vou descansar quando encontrá-la. – Prometeu ele a si mesmo, enquanto contemplava as estrelas do céu.

Cena 3: Hyoga

Hyoga sentia o corpo muito pesado e dolorido. Com esforço, entreabriu um dos olhos, pois o outro estava enfaixado, com a pálpebra ferida, desde a batalha contra Poseidon. Ele não sabia onde estava, nem quanto tempo havia passado dormindo. Ainda com a visão comprometida pelo primeiro contato com a luz, o Cavaleiro de Cisne viu uma porta se abrindo e logo um vulto branco esvoaçante passou por ele, se aproximou de onde ele estava e chamou suavemente o seu nome:

– Hyoga…

Era uma voz feminina muito doce. Talvez ele tivesse morrido e estivesse no céu; talvez fosse a voz de um anjo, ou talvez sua mãe tivesse ido recebê-lo no paraíso.

– Mamãe…

– Você está bem, Hyoga? Consegue me enxergar?

Hyoga apertou a vista e tentou focar a imagem que via a sua frente. Quando sua vista se acostumou com a luminosidade do quarto, ele percebeu que aquela não era sua mãe, mas podia muito bem ser um anjo, pois era tão linda quanto um. Ela tinha doces olhos castanhos e lindos cabelos ruivos, suas vestes eram brancas como a neve da Sibéria e suas faces, levemente coradas pelo sol.

– Que bom que acordou. Como se sente?

O Cavaleiro de Cisne tentou se erguer, mas lhe faltaram as forças e ele tombou, sendo amparado pelas suaves mãos de seu anjo branco, que o ajudou a se sentar na cama. Foi então que ele olhou para os lados e achou ter reconhecido o lugar onde se encontrava:

– É um hospital.

– Sim, Hyoga, você está no hospital da fundação GRAAD no Japão.

– Quem é você? – Ele quis saber.

– Meu nome é Seika.

– Seika? – O nome lhe parecia familiar, mas, no momento, estava sonolento demais para saber onde o ouvira antes.

– Eu sou a irmã de Seiya.

– Ah… – Agora ele começava a se lembrar que Seiya procurava por Seika, sua irmã desaparecida. – O que aconteceu com Athena, Seiya e os outros?

– Shiryu e Shun já acordaram. Ikki e Athena ainda dormem, mas os médicos dizem que ambos estão bem e que logo despertarão.

– E Seiya, como ele está?

– O estado de Seiya é delicado, mas ele está vivo. E, enquanto há vida, há esperança.

Hyoga percebeu que isso significava que Seiya estava à beira da morte e decidiu não fazer mais perguntas, pois falar do delicado estado de saúde do irmão devia entristecê-la.

Cena 4: Seiya

Saori olhava através de uma janela, por onde via o nascer do sol. Algo tão comum, mas que podia ter deixado de acontecer para sempre, se Hades não tivesse sido detido e seu eclipse total não tivesse sido revertido. Sem o sol, toda a vida na terra teria terminado para sempre. Porém, mais uma vez, seus Cavaleiros lutaram contra o mal e com sua força e coragem, puderam salvar a humanidade de seu iminente fim.

Seus cavaleiros, no entanto, haviam sido dizimados ao longo de tantas batalhas seguidas. A ambição de Ares fizera com que os Cavaleiros de Athena enfrentassem uns aos outros. Nessa batalha, diversos cavaleiros de prata morreram, além dos Cavaleiros de Ouro Afrodite de Peixes, Kamus de Aquario, Shura de Capricórneo, Saga de Gêmeos, Máscara-da-morte de Câncer, além de Aiolos de Sagitário, que perdera a vida treze anos atrás para salvá-la, e Shion de Áries, o Grande Mestre do Santuário, que foi morto pelas mãos do próprio Ares.

Na batalha contra Hades, todos os Cavaleiros de Ouro ganharam uma nova vida temporária, só para que morressem mais uma vez. Todos os Cavaleiros de Ouro se uniram para trazer o sol para o mundo dos mortos e abriram os portões do Elísios, entregando suas vidas num grande esforço final.

E seus Cavaleiros de Bronze… Ela pensou que eles não sobreviveriam a uma batalha contra Hades, por isso fez de tudo para impedir que eles lutassem. Mas eles desobedeceram suas ordens e foram até o mais terrível dos locais para resgatá-la. E, no fim, ela não poderia ter vencido sem eles.

Shun, Shiryu, Hyoga e Ikki sofreram incontáveis ferimentos, mas estavam se recuperando. Seiya, porém, estaria morto se Kiki não o tivesse teletransportado imediatamente ao hospital da fundação GRAAD. Mesmo assim, o Cavaleiro de Pégaso ainda estava em coma. A própria Saori ficara desacordada por vários dias, devido ao nível de exaustão alcançado por seu corpo, que era apenas humano e mortal como o de seus cavaleiros.

De repente, uma sensação de desespero tomou conta de Saori. Ela sentia a alma de Seiya se afastando em direção às ruínas do fosso das almas. Ela, então, desconectou de si todos os tubos de soro e fios de aparelhos e foi até o quarto de Seiya.

Era madrugada e os corredores estavam desertos. Enfraquecida e descalça, Saori correu o mais rápido que pôde até encontrar o quarto de Seiya. Ela irrompeu quarto adentro, segurou as mãos dele entre as suas e as sentiu demasiado frias. O Cavaleiro de Pégasus estava morrendo.

A reencarnação de Athena se concentrou, expandiu seu cosmo até alcançar o local onde se encontrava a alma de Seiya e, a muito custo, a trouxe do fosso das almas, onde caía, de volta para o mundo dos vivos e para o corpo de seu guardião. Saori sentiu o calor voltando às mãos de Seiya e a cor voltando às suas faces. Ela deu um sorriso de alívio e caiu desmaiada.

Hyoga, Shiryu, Shun e Ikki sentiram a expansão do cosmo de Athena e também se desligaram de seus aparelhos e foram até ela. Shunrei e Seika, que tentavam impedi-los de sair de suas camas, não sendo capazes de fazê-lo, os seguiram até o quarto de Seiya. Quando chegaram, eles viram Seiya desperto, com Saori desacordada em seus braços.

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~ por midorihoshi em fevereiro 5, 2011.

5 Respostas to “Fanfiction: Os Cavaleiros do Zodíaco: A Batalha de Hefesto – Capítulo 1”

  1. Adorei eu sou umas das maiores fãs dos cavaleiros
    do Zodíaco

  2. Gostei

  3. caramba essa fic e meio melosa mais e perfeita voce e excelente escritor parabens

  4. adoro cavaleiros do zoodiaco e amoo demaiss sakura , afinal a melhor amiga dela tem o mesmo nome que eu

  5. Legal !
    🙂

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