Fanfiction: Card Captor Shoran – Capítulo 7

Capítulo 7

Na Casa da Sakura

Shoran e Sakura chegaram a casa desta última. Sakura deixou as compras na cozinha e foi ao seu quarto avisar que eles tinhan chegado, enquanto Shoran esperava na sala de estar. Ela pensou que Ura-chan iria querer ver Shoran no mesmo momento, mas a coelhinha parecia muito entretida ouvindo Kero contar as histórias de suas aventuras na época da captura e transformação das Cartas Clow e ficou muito feliz quando soube que não teria que ir embora antes do jantar. Sakura prometeu levar um pedaço de bolo para Ura e Kero e desceu para encontar Shoran. Ela contou que seus guardiões estavam conversando e que estava tudo bem com eles.
– Muito obrigada por deixar a Ura passar o dia aqui. Eles dois se dão muito bem e Kero não tem mais que passar os dias sozinho.
“Passar seus dias sozinho”. Aquelas palavras mexeram com Shoran. Ele morara toda a sua vida em uma casa enorme, com mãe, irmãs, primos e empregados por todos os lados, entretanto, de alguma forma, sempre se sentira sozinho na China. No Japão era diferente, mesmo morando sozinho em um pequeno apartamento, sem família, empregados ou visitas constantes, mas ele não se sentia só, pois Sakura preenchia sua vida, seu coração e seus pensamentos. De repente, Shoran percebeu que não queria mais passar seus dias sem Sakura.
– Você está me ouvindo, Shoran?
– Claro, Sakura. Desculpe se pareço distraído. Quanto a Ura-chan, desde que ela não lhe cause problemas, eu não tenho porquê impedí-la de vir. Na minha casa ela fica sozinha, sem ter com que se distrair. Eu só tenho livros de magia e Ura-chan não gosta muito de ler.
– Você se preocupa com ela porque é uma pessoa muito amável.
Essa observação de Sakura fez Shoran ficar vermelho, mas ele controlou a vergonha, olhou nos olhos dela e disse:
– Você é a pessoa mais amável que eu conheço. Muito obrigado por estar sempre ao meu lado.
Sakura também corou e ia dizer algo quando ouviu a porta de entrada se abrir. O professor Kinomoto, pai de Sakura, acabara de chegar. Ele saudou a filha e cumprimentou seu convidado. Fujitaka se lembrou de ter conhecido Shoran na aula sobre Egito antigo que ministrara no colégio de Sakura. Ele perguntou se Shoran poderia ficar para jantar e pareceu feliz em saber que Sakura já o convidara e que ele aceitara o convite.
Durante o jantar, o pai de Sakura lembrou que, quando o conheceu, Shoran demonstrou interesse em arqueologia. Ao saber que ele morava sozinho, convidou-o para passar o fim de semana na casa deles e disse que Shoran podia olhar seus livros e até pegar emprestado algum pelo qual nutrisse especial interesse. O guerreiro da família Li resistiu um pouco ao convite, mas acabou aceitando. Fujitaka disse que ele poderia dormir no quarto de Touya e que havia algumas roupas do tamanho dele guardadas no armário e que ele poderia usar.
Ura-chan ficara muito feliz de poder passar mais tempo com Kero, que a estava ensinando a jogar video-game. Kero tinha um quarto para ele em uma gaveta da escrivaninha e a coelhinha dormia em uma lata de biscoitos que Sakura decorou para parecer um quartinho.
No dia seguinte, um domingo, o Sr. Kinomoto saiu para fazer compras depois do almoço. Tinha sido uma manhã tranquila em que Shoran, Sakura e Fujitaka tinham conversado e rido como se fossem uma só família. Embora, a princípio, a idéia de ficar tanto tempo perto do pai sua amada o deixasse nervoso, Shoran se sentia muito bem conversando com o Sr. Kinomoto, era quase como conversar com o seu próprio pai, que ele mal conhecera, pois morrera quando ele ainda era um bebê.
Depois que Fujitaka saiu, Shoran foi lavar a louça, enquanto Sakura cuidava da roupa. Ela colocou a roupa suja na máquina de lavar e foi tirar a roupa limpa e seca da corda. Ao voltar para dentro de casa e ver que havia espuma espalhada por todo o chão da lavanderia, ela deu um grito e Shoran veio ao seu encontro.
– Eu coloquei a mesma quantidade de sabão em pó de sempre – disse Sakura.
– Não está sentindo a presença? – Perguntou Shoran.
– É uma Carta Shoran? Então deve ser a carta das bolhas.
– Não sei o que fazer para capturar essa carta. Normalmente eu pediria para voce usar a carta congelante, mas isso acabaria por congelar a máquina de lavar e todas as roupas.
– E a carta da água?
– Molharia ainda mais a lavanderia e, com certeza, também o resto da casa.
– Tem razão…
– Já sei! – Shoran usou a carta da flutuação para fazer a espuma flutuar no ar e a carta do vento para envolvê-la em uma grande bolha de ar. A carta The Bubbles mostrou sua forma original e foi lacrada por ele. – Sakura, onde estão os panos de chão? Precisamos enxugar tudo antes que o seu pai volte.
– Eles estão dentro desse armário aqui – Sakura abriu a porta do armário da lavanderia, mas não havia nada lá. – Sumiu!
– Talvez alguém tenha trocado eles de lugar.
– Não, Shoran, sumiu tudo, tudo mesmo: os panos de chão, os produtos de limpeza, as vasouras, tudo. Será que…?
– Sim, Sakura. Parece uma carta.
A pilha de roupas limpas que Sakura trouxera também sumira, assim como a tábua de passar roupas. A máquina de lavar ia começar a desaparecer quando Shoran, sentindo a movimentação da carta, selou The Erase antes que ela continuasse a agir e fizesse a casa toda sumir. Mesmo com toda essa confusão, Sakura e Shoran conseguiram cuidar da roupa e arrumar toda a bagunça antes do pai dela chegar.
Fujitaka cozinhou com a ajuda de Sakura e Shoran e depois que terminaram de almoçar, os três arrumaram a cozinha juntos, conversaram e viram TV e depois foram dormir. Mas Shoran não estava com sono, então ele saiu da casa e foi para o jardim olhar o céu.
Shoran estava, ao mesmo tempo, muito feliz e muito triste. Aquele fim de semana na casa de Sakura o fizera se sentir parte da família. Conviver tantas horas seguidas com ela, fazer as tarefas de casa ao lado dela, conversar com ela sobre tudo e sobre nada, ou apenas sentar em silêncio e olhar para ela. Sakura era mesmo um anjo: bela, doce e inocente. E ela também parecia feliz ao lado dele. Mas ele não sabia se isso significava alguma coisa no caso de Sakura, pois, diferente de Shoran, Sakura sempre parecia feliz. Talvez Sakura não gostasse dele tanto quanto aparentava gostar e, se não podia ter o seu amor, tentaria, ao menos, não perder sua amizade.
Shoran começou a pensar no conselho que Tomoyo lhe dera, já há algum tempo, de declarar seus sentimentos à Sakura, confiando que ela reagiria com o carinho e a doçura que lhe eram característicos. Mas o que ele temia é que Sakura, por não saber o que responder, deixasse de falar com ele e ele não queria isso.
– Ah, Sakura… – Suspirou Shoran.
– Sim? – O coração de horan pulou para a boca quando ele viu que Sakura estava de pé ao lado dele.
– Vo… você… o que você… o que está fazendo aqui?
– Perdi o sono. E você?
– Eu também – Shoran olhou para o céu e Sakura fez o mesmo.
– Sabe, Shoran, eu queria dizer que fiquei muito feliz por você ter passado o fim de semana aqui em casa e que eu realmente gostei muito de poder passar esse tempo com você.
– Eu também gostei muito, Sakura.
– Mas não é só isso.
Shoran, que estava com os olhos voltados para o céu, baixou-os e passou a olhar diretamente para Sakura, que ainda olhava para o céu.
– Sabe, Tomoyo vive dizendo que eu sou distraída e que não percebo o que acontece a minha volta. E ela também já me disse que eu sou muito carinhosa e sorridente com todos, como se gostasse de todos do mesmo jeito. Então eu andei pensando e percebi que a Tomoyo tem um pouco de razão em pensar essas coisas, mas, por outro lado, elas não são totalmente verdadeiras. Você entende Shoran? – Disse Sakura, olhando diretamente para Shoran.
– Não tenho certeza se entendo, Sakura.
– O que eu quero dizer, Shoran, é que eu percebo o que acontece a minha volta. E também que eu não gosto do mesmo jeito de todas as pessoas.
– Ah… – A verdade é que o que Shoran pensava a respeito de Sakura era o mesmo que Tomoyo dissera a ela e o surpreendia o fato de Sakura negar ser assim.
– Tomoyo me disse que você pensava como ela, por isso eu quis lhe dizer que não é assim.
Shoran não entendia onde Sakura queria chegar, mas se sentia hipnotizado pelas palavras dela.
– Quero que saiba que eu percebo tudo o que faz por mim: com as cartas, no colégio e mesmo aqui em casa. Até bem pouco tempo eu não sabia se você gostava de mim, mas agora é diferente. Você é muito especial pra mim, é um grande amigo, companheiro de todas as horas, alguém com quem eu sei que sempre posso contar. Por isso queria lhe dizer que tenho um carinho muito especial por você e que pode contar comigo sempre que precisar.
Shoran estava emocionado. Quase como se pudesse ler seus pensamentos ou sentir as dúvidas de seu coração, Sakura acalmara sua alma dizendo como ele era especial para ela.
– Você também é muito especial para mim, Sakura.
Shoran não costumava demonstrar seus sentimentos, mas Sakura havia aprendido a ver através daquela armadura de falsa insensibilidade que ele costumava usar. Mesmo assim, o que Sakura viu nos olhos de Shoran naquela noite a surpreendeu e também a comoveu. Era algo indefinível para ela, mas tão profundo e tão querido que tocou seu coração.
Os dois ficaram se olhando em silêncio. Mas não era um silêncio constrangedor, era um silêncio confortável de quem sente que as palavras são desnecessárias. Quase como em um sonho, lindos floquinhos de neve começaram a cair. Então Shoran percebeu a semelhança daquela noite com a noite na estação de esqui, quando ele, por pouco, não confessara seus sentimentos a Sakura.
– Parece a carta da neve, não acha, Shoran? – disse Sakura, sorrindo feliz.
– Com certeza – mas Shoran não fez mensão de empunhar sua espada, ele tinha um sorriso nos lábios enquanto fitava Sakura extasiada com a neve.
– A neve caindo é tão bonita – disse ela com os olhos brilahndo de alegria.
– Tem razão. Por que não ficamos olhando ela cair por alguns minutos antes de selá-la?
– Nós podemos? – sakura estava feliz com o surpreendente oferecimento de Shoran.
– Claro que sim. Está nevando fraquinho e só aqui no jardim. Depois é só secar o gramado usando o calor da carta do fogo.
– Obrigada, Shoran! – Sakura deu um abraço de agradecimento em Shoran, o que o deixu vermelho, e começou a bailar, rodopiando no jardim, com um sorriso na alma e outro no rosto, enquanto Shoran a admirava. Ele sabia que ela era e seria sempre sua doce e amada flor de cerejeira.

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Fanfiction é um texto de ficção escrito por fãs como forma de divulgar suas séries favoritas.
Card Captor Sakura e todas as suas personagens são de propriedade do CLAMP.
O presente blog não tem fins lucrativos.

~ por midorihoshi em dezembro 19, 2010.

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