Fanfiction: Card Captor Shoran – Capítulo 6

Capítulo 6

Na Praça do Rei Pinguim

Na saída da escola, Shoran e Sakura sentiram a presença de uma Carta Shoran na Praça do Rei Pinguim. Como havia várias pessoas alí, eles resolveram voltar à noite para tentar capturar a carta.
Tomoyo, mais uma vez, fez Sakura e Shoran vestirem roupas feitas por ela. Sakura usou um vestido azul claro com corpete forrado de renda da mesma cor, lindos sapatos combinando e um prendedor de cabelos de strass. Shoran foi presenteado com um smoking azul marinho de cetim. Ura ganhou uma bela rosa cor de rosa presa no seu pescoço e Kero recebeu uma gravatinha borboleta da mesma cor. Tomoyo empunhou sua câmera de vídeo e se preparou para gravar. Entretanto, por mais que tentassem, nenhuma carta apareceu. Depois de quase uma hora, eles acabaram desistindo e resolveram ir embora.
Tomoyo convidou Kero e Ura para irem à sua casa, onde comeriam muitos doces gostosos. O dia seguinte era um domingo e ela planejava fazer uma filmagem especial com os dois guardiões para melhorar o humor dos dois que pareciam tristes desde que descobriram que talvez Ura-chan fosse originária de uma outra dimensão e tivesse que ir embora logo as as Cartas Shoran fossem capturadas. As guarda-costas de Tomoyo vieram buscá-la e ela se foi, levando consigo Ura e Kero.
Sakura e Shoran se despediram da amiga e logo começaram a sentir a presença das cartas. Sakura quis chamar a Tomoyo pelo telefone, pois sabia que a amiga queria muito filmar a captura das cartas. Infelizmente, as cartas começaram a atacar e não foi possível telefonar. Depois de uma batalha difícil em que Shoran e Sakura combinaram seus poderes, foram seladas as cartas The Fight e The Power.

Na Casa de Tomoyo

Pela manhã, ao acordarem, Ura e Kero encontraram um enorme banquete à sua frente. Tomoyo pediu às empregadas que servissem um enorme sortimento de deliciosos petiscos em seu quarto. A empregada estranhou mas cumpriu sua ordem e as bandejas repletas de gostosuras estavam dispostas na mesinha de centro do quarto de Tomoyo quando os guardiões acordaram. Os dois comeram até não aguentarem mais e depois, com as barriguinhas cheias, deitaram para descansar da refeição.
– Tenho um presente para vocês – Tomoyo trouxe algo parecido com um pequeno armário de madeira. Ele era baixo e comprido, tinha rodinhas e portas decoradas com arabescos e puxadores dourados. Dentro do armário, uma enorme quantidade de lindas roupinhas das mais diversas cores e modelos penduradas em cabides de madeira -. Fiz todas essas roupas para vocês.
– São lindas! – Disse Ura-chan encantada,
– Dessa vez você se superou, Tomoyo. São realmente muito bonitas – concordou Kero.
– Gostaria que colocassem elas mais tarde para que eu possa filmá-los usando as roupas que desenhei. Antes, porém, eu tenho mais uma surpresa para vocês – Tomoyo colocou na frente de cada um deles um pacote de presente embrulhado com papel prateado e amarrado com fita dourada -. Podem abrir! – Disse ela animada. No pacote de Kero havia um novo console de videogame e vários jogos que ele estava louco para jogar. No pacote de Ura, uma pequena penteadeira de laca e uma cadeirinha, do tamanho certinho para a guardiã, e uma coleção de miniaturas de perfumes. Os dois ficaram extasiados com os presentes. Kero correu para instalar o console e começar a jogar e Ura pediu a ajuda de Tomoyo para abrir os vidros e escolher um dos perfumes para usar. Nas gavetinhas da penteadeira havia fitinhas de todas as cores para amarrar na orelhinha de Ura.
Depois de algum tempo, tendo escolhido um perfume e uma fita e tendo colocado os dois em Ura, Tomoyo puxou conversa com a guardiã das Cartas Shoran.
– Sabe, Ura-chan, todos nós estamos muito felizes por tê-la conosco.
– Estão mesmo?
– Claro que sim! Você é nossa amiga, assim como o Kero.
Ura olhou na direçção de Kero e sorriu, depois ficou com uma expressão triste.
– Você gosta muito dele, não é, Ura-chan? – Perguntou Tomoyo.
A coelhinha branca ficou vermelhha e baixou os olhinhos, envergonhada. Tomoyo compreendeu que a resposta era sim.
– O Kero também tem muito carinho por você.
– Acha mesmo? – Disse Ura com os olhinhos brilahando.
– Eu conheço bem o Kero e tenho certeza de que ele gosta muito de você, Ura-chan.
– Eu também gosto muito dele – e então Ura ficou triste novamente -. E também de você, da Sakura e do meu mestre Shoran.
– E todos nós gostamos muito de você também.
– É por isso que eu estou triste. Se vocês estiverem certos e eu tiver vindo de outra dimensão, terei que ir embora e deixar vocês depois que as Cartas Shoran forem seladas. Eu sei que devia ficar feliz por voltar para perto do meu mestre Shoran, o que me criou e a quem eu amo como a um pai, mas eu não queria ficar longe de vocês – então, lágrimas brotaram de seus olhinhos.
– Você não precisa ficar triste, Ura-chan, tudo na vida é temporário. O que realmente importa é aproveitar o presente. Se você aproveitar seus dias aqui para se divertir e passar momentos agradáveis com seus amigos, então tudo terá valido a pena. E esses bons momentos serão belas lembranças que vão morar em seu coração para sempre e, assim como você não nos esquecerá, nós também não a esqueceremos.
– Obrigada, Tomoyo – Ura sorriu e abraçou Tomoyo, agradecida por ela ter tirado um peso do seu coração -. Quando vamos experimentar todos aqueles vestidos lindos? – Disse Ura, enxugando as lágrimas dos olhos.
– Agora mesmo, Ura-chan. Kero, não quer vir experimentar suas roupas também?
– Claro! Espere só um minuto enquanto eu salvo o jogo. Mal posso esperar para jogar todos esses jogos novos! – Kero veio voando até elas. – Você gosta de videogames, Ura-chan? Tomoyo comprou alguns jogos que eu acho que você vai gostar muito. Não quer jogar comigo mais tarde?
– Eu gostaria muito, Kerberos.
Tomoyo estava conseguindo aproximar Kero e Ura, agora só precisava se concentrar em unir Shoran e Sakura.
No dia seguinte, Tomoyo levou Ura e Kero para a escola dentro de uma sacola acolchoada cheia de doces. Na hora do recreio, Tomoyo, Shoran e Sakura foram lanchar no jardim do colégio, em um lugar mais afastado, em que não havia outras pessoas próximas, e Ura pode sair da sacola para abraçar Shoran e contar como o dia anterior havia sido divertido. Ela disse que se sentia muito sozinha em casa quando ele saía para ir à escola e pediu para ficar com o Kero durante o dia. Como Sakura não tinha nenhuma objeção, Shoran concordou com o pedido de Ura.

Alguns dias depois

A semana transcorreu tranquilamente, com Ura passando o dia na casa de Sakura ou Kero indo para a casa de Shoran.
No fim de semana, Sakura saiu para fazer compras e encontrou com Shoran no caminho. Os dois conversavam sobre as Cartas Shoran e Sakura contava que acabara de receber uma carta de Eriol, em resposta a correspondência que lhe enviara, na qual a reencarnação do mago Clow confirmava ser possível que as Cartas Shoran tivessem origem em uma outra dimensão. Mas, segundo ele, a fenda entre as dimensões podia abrir e fechar sem aviso e até mesmo mudar de lugar. Entretanto, se eles estivessem certos, e o livro fosse proveniente de uma dimensão paralela, provavelmente no momento em que todas as cartas se encontrassem em seu interior e o guardião voltasse a dormir em sua capa, a fenda se reabriria e o livro seria levado através dela.
Assim, falando sobre Eriol, eles chegaram à Praça do Rei Pinguim. Vendo um carrinho de sorvetes na esquina, Shoran se ofereceu para comprar sorvete para eles, deixando Sakura esperando por ele num banco da praça, segurando as sacolas de compras.
Muitas pessoas estavam comprando sorvete e Shoran demorou um pouco para voltar. Ao chegar, ele percebeu que a praça estava vazia e que, no lugar onde ele deixara Sakura, só estavam as sacolas de compras. Ele se virou e a viu, mas percebeu algo estranho nela e perguntou se tinha acontecido alguma coisa, ao que ela respondeu negando com a cabeça e sorrindo. Shoran ia lhe entregar o sorvete, quando ouviu a voz de Sakura o chamando, vinda da direção oposta. Ao olhar para o lado, ele viu uma segunda Sakura no balanço e, logo depois, chegaram mais duas Sakuras se movendo ao mesmo tempo, em perfeita sincronia. Estas últimas olharam para a Sakura que estava de pé perto de Shoran e perguntaram o que Eriol estava fazendo alí. Shoran não entendeu o que elas queriam dizer, pois ele olhou ao redor e não viu Eriol em lugar nenhum.
Todas as Sakuras eram exatamente iguais, não havia meio de distinguí-las. Ou havia? Shoran começou a se perguntar quais cartas poderiam reproduzir a imagem de Sakura. Havia quatro delas: uma era a verdadeira e três eram cópias, mas Shoran só conseguia pensar em duas cartas possíveis: The Mirror (espelho) e The Twin (gêmeos). Ele não conseguia descobrir qual era a terceira carta, então olhou para a Sakura parada ao seu lado e percebeu que ela era a única que não falava e que quando as duas Sakuras que se moviam em sincronia a olhavam, elas viam Eriol e não outra Sakura. Sakura e Shoran estavam falando sobre Eriol antes de ele deixá-la no parque, então era normal que Sakura ainda estivesse pensando nele.
– Você é a carta The Illusion (ilusão)! – Shoran disse o nome da carta, fazendo-a assumir sua verdadeira forma e selando-a com sua espada.
A carta que estava no balanço se mexia de forma independente e falava. Shoran não tinha dúvidas de sua identidade.
– The Mirror (espelho)! – A carta também mostrou sua verdadeira identidade e foi selada.
As duas Sakuras que sobraram se moviam de forma sincronizada, o que significava que a última carta era The Twin (gêmeos). Mas Shoran não sabia qual das duas era a carta e qual era a verdadeira. Elas estavam muito próximas uma da outra e não era possível distinguir a presença mágica das duas. Então Shoran teve uma idéia.
– Sakura, use a carta da força e levante o Rei Pinguim!
– O quê?! – As duas coraram violentamente. Sakura morria de vergonha de usar a carta da força.
– Não há outro jeito. A carta The Twin pode imitar seus movimentos, seu báculo e suas cartas, mas ela não tem os seus poderes mágicos.
Sakura obedeceu, muito contrariada, mas ao acionar sua magia, a insígnia mágica só apareceu sob os pés de uma das Sakuras. Nesse momento, Shoran soube qual era a verdadeira e selou a carta. Sakura fcou muito feliz de não ter que usar a carta da força e foi parabenizar Shoran por ter conseguido descobrir a identidade de todas as cartas. Então ela viu os sorvetes derretidos no banco da praça e disse:
– Acho que agora não vamos mais poder tomar sorvete.
– É verdade… – Shoran estava triste. Ele tinha encontrado casualmente com Sakura, que tinha aceitado tomar sorvete com ele. Shoran ficara feliz por ter um “quase-encontro” com Sakura, mas as cartas apareceram e agora eles teriam que se despedir. Ura-chan estava na casa de Sakura, então Shoran teria que voltar para sua casa vazia.
– Shoran.
– Sim?
– Gostaria de ir jantar na minha casa?
– Na sua casa? – respondeu ele corando.
– Vamos ter bolo de chocolate de sobremesa. Foi meu pai que fez e está uma delícia!
– Eu não sei se devo – Shoran adoraria jantar com Sakura, mas não estava com vontade de se indispor com o irmão dela.
Parecendo adivinhar os pensamentos de Shoran, Sakura disse:
– Touya não vai jantar em casa hoje. Ele vai ficar na casa do Yukito durante todo o fim de semana, estudando para uma prova que vão ter na segunda-feira. E, quanto ao meu pai, eu sei que ele simpatiza muito com você. Além do mais, a Ura-chan está lá em casa e ela vai ficar feliz em te ver.
O rosto de Shoran se iluminou de alegria.
– Eu vou sim, Sakura. Obrigado.

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Fanfiction é um texto de ficção escrito por fãs como forma de divulgar suas séries favoritas.
Card Captor Sakura e todas as suas personagens são de propriedade do CLAMP.
O presente blog não tem fins lucrativos.

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~ por midorihoshi em dezembro 12, 2010.

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