Fanfiction: Card Captor Shoran – Capítulo 5

Capítulo 5

No dia seguinte, Tomoyo teve ensaio do coral depois da aula. Shoran resolveu acompanhar Sakura até a sua casa.
– Estive pensando, Shoran. Talvez a magia de perda de memória da Ura tenha sido feita por alguém mais poderoso do que nós. Esse pode ser o motivo de não termos conseguido recuperar suas lembranças.
– Também já pensei nisso, Sakura, mas não acho que seja possível. O mago mais poderoso do mundo era o mago Clow e o próprio Eriol nos disse que, depois de ter completado a transformação das Cartas Sakura, seu poder se igualou ao dele. Não acredito que haja ninguém, na época atual, que tenha um poder maior que o seu.
– Então, por que a nossa mágica não funcionou?
– Talvez tenhamos feito algo errado, ou talvez não fosse a mágica mais adequada para a situação.
De repente, começou a chover e os dois correram para baixo de uma marquise.
– Eu não entendo, Shoran. A meteorologia dizia que não ia chover hoje.
– Não está sentindo a presença?
– É uma carta?
– Eu acho que sim.
– Onde será que ela está?
– Eu estive trabalhando no tabuleiro mágico do Clow e acho que consegui modificá-lo para encontrar essas novas cartas mágicas. Fiz uma magia nele há alguuns dias mas ainda não tive a oportunidade de testá-lo – Shoran tirou o tabuleiro da mochila e recitou uma frase mágica -. Quatro direções dos poderes sagrados. Deuses dos relâmpagos e das tempestades elétricas. Mostrem-me onde se encontra a Carta Shoran – o tabuleiro se iluminou e um feixe de luz apontou a direção da localização da carta.
Shoran e Sakura correram pela chuva até o local indicado pelo tabuleiro e chegaram na Praça do rei Pinguim.
– A chuva aqui é bem mais forte – disse Sakura enquanto se abrigava junto com Shoran sob um dos brinquedos da praça. – Acha que é a carta da tempestade?
– Parece a carta da tempestade, mas é muito mais forte – um trovão ressoou furioso e Sakura, assustada, abraçou Shoran, o que o fez corar. Sakura olhou nos olhos de Shoran, com seus rostos bem próximos e também corou fortemente.
– Sakura?
– Sim?
– Obrigada por me ajudar com as cartas e a Ura. Acho que não conseguiria sem você – Shoran estava sendo sincero. As palavras vinham do fundo do seu coração e de sua alma.
– Não tem nada que me agradecer. Você é o melhor amigo que já tive. Você me ajudou incontáveis vezes e me apoiou nos momentos mais difíceis – os dois sorriram, um sorriso que refletia o quanto um compreendia a importância e a sinceridade das palavras do outro.
– Nós venceremos os desafios mais uma vez, Sakura.
– Sim, Shoran. Venceremos juntos – mais um relâmpago cruzou os céus e simultaneamente ao clarão, o forte rugido do trovão se fez ouvir -. Shoran, talvez haja mais de uma carta combinada. Quem sabe não é a carta do trovão?
– Acho que você tem razão. Se pudermos dissipar as nuvens, pode ser que a carta trovão apareça.
Shoran saiu do local onde tinha se abrigado da chuva e usou a carta do vento para tentar separar as nuvens. Mas o poder da carta do vento de Shoran não foi suficiente, então Sakura usou sua carta do vento combinada à dele. As duas cartas The Windy conseguiram dissipar parte da tempestade, revelando duas nuvenzinhas que não estavam aparentes até então.
– Veja, Shoran, são as cartas The Rain e The Cloud!
– Tem razão, Sakura. Por isso a chuva era tão forte. Criaturas mágicas, retornem à forma de carta, em nome do seu mestre! – As cartas voaram para as mãos de Shoram, mas a tempestade continuou forte.
– E agora, Shoran?
– Vou usar a carta do vento outra vez.
Shoran usou a carta do vento novamente e as cartas The Thunder e The Storm assumiram suas formas originais. The Thunther assumiu sua forma de fera e foi na direção de Sakura. Sakura, para se defender, usou a carta espelho e refletiu a carta do trovão. Na sequencia, ela usou a carta da sombra que a envolveu anulando o seu poder. Shoran aproveitou a oportunidade e selou a carta The Thunder.
A carta da tempestade quis voltar a causar chuva, mas Shoran foi mais rápido e usou a carta da areia. Sakura não entendeu a escolha da carta, mas Shoran tinha um plano: ele usou a carta da areia combinada com a carta do fogo e criou uma redoma de vidro ao redor da carta da tempestade e, por fim, a selou.
A tempestade tinha terminado. Shoran e Sakura pegaram suas mochilas e retomaram o caminho de casa.
– Você percebeu que não havia ninguém na praça enquanto capturávamos as cartas? – Perguntou Shoran.
– É verdade, não havia ninguém. Mas não é porque estava chovendo?
– Não sei, Sakura. Da última vez que capturamos cartas na Praça do Rei Pinguim era dia claro e também não havia ninguém. Fico pensando se não há alguém isolando a área com magia, como Eriol fazia.
– Eu também tive essa sensação, mas, no momento em que estavamos lutando contra as cartas, a única presença mágica que eu sentia era a sua, Shoran.

Na escola

No dia seguinte, durante a aula, Shoran sentiu a presença de uma carta, mas não conseguiu localizá-la. Sakura e ele decidiram chegar mais cedo no dia seguinte para procurar novamente com a escola vazia, se valendo da ajuda de seus guardiões: Kero e Ura-chan.
Na manhã seguinte, Sakura, Shoran, Kero e Ura se encontraram no pátio da escola. As cartas The Shot, The Arrow e The Sword apareceram e começaram a atacar os quatro. Sakura usou a carta escudo para proteger a todos. A pedido de Shoran, Sakura usou a carta corrida nele para que ele ganhasse velocidade.
O card captor empunhou sua espada e saiu do escudo para lutar com as cartas. Todas as cartas atacaram Shoran simultaneamente, fazendo com que ele tivesse dificuldade de se desvencilhar delas. Ura-chan, temendo pela integridade física de seu mestre, saiu de dentro do escudo e foi ajudá-lo. A carta do disparo se voltou contra Ura-chan para atingí-la, então Kero se transformou, assumindo sua forma original e se colocando na frente dela para salvá-la. Kerberos foi ferido de raspão pela bala.
Ura-chan ficou muito emocionada pela ação de Kero e, sentindo raiva da carta por tê-lo ferido e o feito sangrar, assumiu sua forma original. Em sua forma original, Ura-chan parecia uma leoa branca com olhos prateados. Com um golpe de luz branca, Ura atingiu as cartas que caíram no chão assumindo suas formas originais. Shoran aproveitou a oportunidade e selou as cartas The Shot, The Arrow e The Sword.
Ura-chan, em sua forma original, foi até Kerberos que estava ferido.
– Você está bem, Kerberos?
– Estou… – respondeu, Kero, encantado com a beleza de Ura.

Na casa do Shoran

Alguns dias depois, Sakura e Tomoyo vão à casa de Shoran depois da aula. Shoran havia recebido um antigo livro de magia, enviado por sua mãe, contendo uma magia para tentar restaurar a memória de Ura-chan. Ele e Sakura conjuraram a magia que, mais uma vez, não deu resultado.
Uma idéia tinha oorrido a Tomoyo, que resolveu contá-la a seus amigos:
– E se a memória da Ura-chan não tiver sido alterada com magia?
– Isso não é possível, Tomoyo, porque então seria verdade que eu criei as cartas e eu sei que isso não aconteceu – protestou Shoran.
– Sei que você não lembra de lê-las criado, mas, uma conversa que tive com a Naoko hoje pela manhã me fez pensar em uma coisa.
– No que, Tomoyo? – encorajou Sakura.
– Naoko me contou que tinha acabado de ler um livro que tratava da existência de dimensões paralelas a nossa. Segundo esse livro, as dimensões, em momentos específicos, podem se cruzar, o que faria com que, por exemplo, uma pessoa visse a si mesma andando na rua ou encontrasse uma loja uma vez e não fosse capaz de encontrá-la novamente.
– Você está dizendo que acredita que, em uma outra dimensão, alguém igual a mim criou Ura e as cartas e que, num momento em que as duas dimensões se cruzaram, o livro que as continha veio parar na minha gaveta?
– É exatamente isso que eu acho. Isso justificaria as lembranças de Ura, o fato de seu nome estar escrito nas cartas, o báculo mágico ser a sua espada de família e todo o resto.
– O que acha, Kero? Isso é possível? – Perguntou Sakura, que trouxera consigo o seu pequeno guardião.
– Acho que é bem possível. Eu me lembro que o mago Clow comentou com Yue e comigo sobre a existência de dimensões paralelas e de que havia meios mágicos para abrir uma fenda entre elas. Mas o Clow também disse que essa era uma mágica muito difícil e perigosa.
– Onde você acredita que esteja a fenda, Kero? – Perguntou Tomoyo.
– O moleque disse que encontrou o livro na gaveta do armário, então é provável que a fenda esteja lá.
– Mas eu já tirei e coloquei coisas naquela gaveta diversas vezes desde que encontrei o livro e nada mais sumiu ou apareceu lá dentro – disse Shoran.
– O que você acha, Ura-chan? – Perguntou Sakura à pequena coelha branca que, até então, estivera ouvindo a conversa em silêncio, parecendo pensativa.
– Pode ser que isso seja verdade. Mas, nesse caso, existe um outro mestre Shoran, em outra dimensão, que está sozinho, sem mim e sem as cartas – respondeu Ura-chan, entristecida.
– Não se preocupe, Ura, tenho certeza que o Shoran da outra dimensão também tem família e amigos, como o Shoran dessa dimensão. Ele deve estar sentindo a sua falta, mas, com certeza, não está sozinho – disse Tomoyo.
– Não tenho tanta certeza. Pensando bem, antes do mestre Shoran abrir o livro e me libertar eu nunca o tinha visto na companhia de ninguém. Ele falava sobre sua vida, família e amigos, mas ele morava sozinho, não visitava ninguém e ninguém o visitava – revelou Ura-chan.
– Acredito que seja normal haver diferenças entre as realidades nas duas dimensões, pois a vida das pessoas flui de forma diferente nelas. Além do mais, o mero fato de o moleque ter criado cartas mágicas já demonstra que a vida dele naquele dimensão é bem diferente da vida dele nessa dimensão, onde ele é apenas um moleque intrometido que não é capaz de fazer nenhuma magia que preste – disse Kero com ironia, o que irritou Shoran que começou a correr atrás de Kero que voava pelo quarto.
– Você disse que é perigoso manter aberta a fenda entre as dimensões, Kerberos, mas você tem idéia de como podemos fechá-la, se ela ainda estiver aberta? – Perguntou Tomoyo.
A pergunta fez com que Kero e Shoran parassem de brincar de pega-pega e parassem para pensar.
– Quando todas as cartas foram recapturadas, devemos devolver para a gaveta onde foi encontrado, o livro com todas as cartas em seu interior e seu guardião selado na capa. Talvez, então, ele volte para sua dimensão de origem, fechando a fenda – respondeu Kero.
– Talvez? – Perguntou Sakura.
– Não há como saber com certeza o que acontecerá. O que estou dizendo são apenas conjecturas – respondeu Kero -. Só teremos certeza depois de tentar.
– Bem, então eu acho que não só me resta continuar a procurar as cartas perdidas – disse Shoran -. Por enquanto, não há mais nada que eu possa fazer.

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Fanfiction é um texto de ficção escrito por fãs como forma de divulgar suas séries favoritas.
Card Captor Sakura e todas as suas personagens são de propriedade do CLAMP.
O presente blog não tem fins lucrativos.

~ por midorihoshi em dezembro 5, 2010.

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