Fanfiction: Card Captor Shoran – Capítulo 3

Capítulo 3

Casa do Shoran, no mesmo dia

Tomoyo fez Shoran servir chá para elas e depois inventou uma desculpa para ir embora, deixando-o a sós com Sakura. Antes de sair, no entanto, Tomoyo convenceu Ura-chan a responder um questionário a respeito de suas predileções em matéria de cores, eespécies de flores e afins, dizendo que, com isso, poderia cuidar melhor do seu vestuário e maximizar seus poderes mágicos durante as batalhas. Depois de convencida, Ura-chan foi para o quarto de Shoran pensar nas respostas, deixando Shoran e Sakura sozinhos na sala. Shoran estava nervoso por ter sido deixada a sós com Sakura e parecia um robô servindo o chá. Ele não sabia o que dizer nem o que fazer.
– Não está ouvindo, Shoran?
– O que?
– Esse barulho.
– Que barulho?
– Parece barulho de água correndo.
– Agora que falou, acho que estou ouvindo sim.
– Você sabe de onde vem esse barulho?
– Acho que vem da cozinha – Shoran foi até a cozinha e abriu a porta. – Mas o que é isso?!
Sakura foi até a cozinha e viu a água saindo da torneira da pia e jorrando por todos os lados.
– Não acredito que a Ura deixou a torneira aberta! – Shoran tentou fechar a torneira mas a água jorrava cada vez em maior quantidade – Não sei como ela fez para quebrar isso, mas agora vou ter que chamar um bombeiro para consertar – ele tentou fechar o registro, mas a água não parou de correr.
– Shoran, atrás de você! – exclamou Sakura apontando para um monstro de água rosnando ameaçadoramente para Shoran – Parece uma carta! É a carta da água, Shoran!
– Deus do vento, venha! – invocou Shoran, fazendo o monstro de água se desmanchar por alguns instantes, mas ele logo se recompôs e se voltou para Sakura que estava ao lado da porta da cozinha.
– Sakura, feche a porta antes que a carta fuja e venha pra cá!
– Tá! – Sakura seguiu as instruções de Shoran e escorregou por baixo do monstro de água indo para perto do guerreiro do clã Li.
– Deus do vento, venha! – o monstro de água foi atingido e se desmanchou mais uma vez.
– Sakura, você trouxe as Cartas? – imediatamente ela compreendeu a idéia de Shoran e tirou uma carta do bolso da saia.
– The Feeze! – Sakura usou a carta do gelo e congelou a carta da água logo que a figura do monstro se recompôs.
Ura-chan ouviu todo aquele barulho e foi até a cozinha. Ela bateu na porta e Sakura conseguiu abrir uma pequena fresta por trás da figura congelada.
– O senhor está bem, mestre Shoran?
– Estou, Ura, mas você precisa me dar o báculo mágico para que eu possa selar a carta.
– Não há nenhum báculo mágico, mestre Shoran.
– Mas então como eu faço para selar a carta?
– Usando sua espada, mestre.
– Minha espada?
– Era com ela que você usava as Cartas Clow, Shoran – lembrou Sakura.
– Eu não estou com a espada aqui. Ura, pegue a espada que está na sala! Rápido, a carta está descongelando!
– Aqui está, mestre – disse Ura, alguns instantes depois, passando a espada pela fresta da porta. – Agora repita o feitiço – Shoran empunhou a espada e repetiu as palavras ditas por Ura-chan.
– Criatura mágica, retorne à forma de carta, em nome de seu mestre! – o monstro então se despedaçou e virou uma carta que foi parar nas mãos de Shoran.
– Então essa é uma das Cartas Shoran? Ela realmente se parece muito com uma Carta Clow.
– Tem razão, são muito parecidas. Mas o verso é verde e a insígnia também é diferente – observou Shoran, enquanto Ura-chan empurrava a porta e entrava na cozinha.
– O que eu não entendo é que, embora a Sakura tenha feito a magia para deter a carta da água, a carta veio direto para as minhas mãos e não para as dela.
– O senhor é o criador delas. É normal que voltem para suas mãos – disse Ura-chan. – O senhor é o mestre das Cartas Shoran.
– Mas, se essas cartas são minhas, porque elas deixaram o livro e começaram a me atacar? – perguntou Shoran.
– Não sei, mestre – respondeu Ura-chan, depois de uma pequena pausa. – Talvez uma grande quantidade de magia as fizessem se espalhar e perder o controle.
– Como quando eu acidentalmente usei a carta The Windy e libertei as Cartas Clow? – ponderou Sakura.
– Sim. Mas eu não acredito que o livro tenha sido violado. Não imagino como um desconhecido pudesse abrir o livro e dispersar as cartas sem me acordar – disse Ura-chan, com o que se pederia chamar de uma expressão séria no rosto, considerando que se tratava de um ser idêntico a um coelhinho de pelúcia.
Mas Shoran não estava interessado em levar essa conversa adiante. Embora simpatizasse com Ura-chan, tinha se convencido de que ela devia ter dormido demais na capa do livro, assim como Kerberos fizera e por isso não se lembrava de as cartas terem se dispersado. Até pouco tempo atrás, ele não estava nem mesmo convencido de que houvesse cartas, mas agora uma delas havia aparecido, provando sua existencia. Lembrando-se do ritual realizado por Sakura e por ele após capturar as Cartas Clow, Shoran perguntou à pequena guardiã:
– Ura-chan, não seria melhor eu escrever meu nome na carta para que ela não perca o selo novamente?
– Não é necessário, mestre. Seu nome já está escrito na carta.
– É verdade, Shoran. Veja! – Sakura apontou para o nome de Shoran escrito na parte inferior da carta.
– Mas como pode ser? – perguntou Shoran.
– Foi o senhor que escreveu – respondeu Ura-chan – antes de guardá-las no livro.
Shoran ficou pensativo. Aquela realmente era a sua letra, ou, ao menos, parecia ser. Toda aquela situação parecia irreal. Alguém fizera cartas mágicas, um livro e um guardião, guardou o livro com o guardião selado na capa dentro da gaveta de Shoran e soltou as cartas em Tomoeda, mas não sem antes escrever nelas o nome de Shoran, imitando sua letra. Além disso, não havia um báculo mágico e as cartas eram comandadas com a ajuda da sua espada, uma espada que herdara de seus pais e que pertencera a sua família por várias gerações. E, para completar, a guardiã afirmava que tanto ela quanto as cartas haviam sido criadas por Shoran. mas Shoran não havia criado carta nenhuma. Nesse caso, como se explicaria o que estava acontecendo?

Colégio, no dia seguinte

Na hora da saída, Sakura e Shoran contaram a Tomoyo como tinham capturado a carta The Watery na casa de Shoran, no dia anterior.
– Não acredito que perdi a oportunidade de gravar essa captura! Que decepção! A partir de agora passarei a levar minha câmera comigo para todos os lugares. E, da próxima vez, vocês dois terão belas roupas de batalha, assim como a pequena Ura-chan!
Pela expressão no rosto de Sakura e Shoran era fácil perceber que eles não estavam nem um pouco animados com a idéia de Tomoyo, mas isso não parecia desanimá-la. Ela já estava completamente recuperada a decepção que sentira ao saber que não gravara a captura da primeira carta e parecia completamente feliz analisando as respostas de Ura-chan ao seu questionário de preferências.
As guarda-costas de Tomoyo chegaram, ele então se despediu dos amigos e entrou na limousine. Shoran e Sakura resolveram parar no parque do rei pinguim para conversar um pouco antes de irem para casa. Shoran estava pensativo e não parecia estar se sentindo bem.
– Você parece cansado – disse Sakura.
– Eu quase não dormi à noite, pensando nessas cartas mágicas – respondeu Shoran.
– Não se preocupe, Shoran. Quando eu encontrei as Cartas Clow também me senti preocupada e um pouco perdida. E foi ainda pior quando o báculo mudou seu poder e eu não podia mais usar as cartas. Ao mesmo tempo, todos aqueles acontecimentos estranhos não paravam de acontecer e a gente não sabia quem estava causando tudo aquilo. Mas, no final, tudo acabou bem.
Shoran não podia deixar de se sentir agradecido pelas palavras de Sakura. Além disso, tinha que concordar com ela, Sakura não sabia nada sobre a vida do mago Clow e, ainda assim, se saíra bem. Shoran sabia quantas dificuldades ela enfrentara, mas, no fim, tudo tinha se acertado e terminado da melhor forma possível. Talvez o jeito despreocupado dela, sua maneira de buscar ver o melhor nas coisas e de viver um dia de cada vez, sem se preocupar demais com o futuro, fosse a chave para superar os desafios que a vida lhe impusera.
– Tem razão, Sakura. Vou me preocupar com uma coisa de cada vez. Primeiro precisamos recuperar as cartas, depois nos preocupamos com o resto.
De repente, Sakura e Shoran começaram a sentir muito calor calor e a ouvir fogo crepitando. Quando se voltaram para procurar a fonte de calor, um vento forte começou a soprar o que fez o fogo se espalhar. Antes que pudessem fazer qualquer coisa, a ventania se intensificou e começou uma tempestade de areia que derrubou Sakura no chão.
– Deus do vento, venha! – Shoran tentou usar vento contra vento para deter o ar, mas era muito difícil porque ele estava lutando contra duas cartas combinadas: The Windy e The Sand. Ele resistiu por alguns segundos mas acabou sendo lançado longe pelo poder das cartas. Sakura, então, teve uma idéia.
– The Shield! – o escudo envolveu Shoran para protegê-lo do poder das cartas e Sakura foi até ele – Você está bem Shoran?
– Estou. Mas eu não consegui deter o poder das cartas. O vento está cada vez mais forte e o fogo está se espalhando rápido.
– Posso tentar usar as Cartas Sakura para detê-las por alguns momentos e então você as captura.
– Vamos tentar – disse Shoran, retribuindo o sorriso com que Sakura o presenteara. Seus sorrisos demonstravam o carinho e a confiança que havia entre os dois.
– The Sand! The Windy! – Sakura usou sua magia e logo o poder de suas cartas e das que os atacavam se chocaram o que as fez voltar à sua forma natural. Percebendo o momento oportuno, Shoran selou as carta do vento e da areia.
– Criaturas mágicas, retornem à forma de carta, em nome do seu mestre! – The Sand e The Windy retornaram à forma de carta e foram para as mãos de Shoran, enquanto as Cartas Sakura retornavam para as mãos de sua dona.
– Shoran, o fogo! – alertou Sakura.
– Vou resolver isso agora – disse Shoran, tirando uma carta do bolso. – The Watery! – Shoran usou a carta da água contra a carta do fogo para tentar deter o incêndio e fazê-la voltar à sua forma original. Mas o poder das cartas se equivalia e, embora ele tenha conseguido diminuir a intensidade do fogo, não pode controlar a carta.
– The Rain! The Cloud! Façam chover sobre o parque! – Sakura usou suas cartas da chuva e da nuvem para potencializar o poder da carta água que finalmente conseguiu conter a carta fogo. – Agora, Shoran!
– Criatura mágica, retorne à forma de carta, em nome do seu mestre! – após transformar a carta fogo, Shoran segurou todas as cartas que possuía em suas mãos: The Watery, The Windy, The Sand, The Firey.
– Você já recuperou quatro cartas, Shoran.
– Eu não fiz nada, você fez todo o trabalho – disse Shoran com amargura.
– Não fique assim, Shoran – disse Sakura segurando as mãos de Shoran entre as suas. – Três cartas muito poderosas combinaram seus poderes para nos atacar e você só tinha uma carta em seu poder.
– Sei que está tentando me ajudar, mas o verdadeiro problema não é a quantidade de cartas e sim a minha falta de poderes mágicos.
– Shoran…

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Fanfiction é um texto de ficção escrito por fãs como forma de divulgar suas séries favoritas.
Card Captor Sakura e todas as suas personagens são de propriedade do CLAMP.
O presente blog não tem fins lucrativos.

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~ por midorihoshi em novembro 21, 2010.

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